Alagoa NovaPB
21.724 habitantes · IBGE 2500403
Resumo socioambiental
Alagoa Nova/PB apresenta quadro de saneamento básico crítico e em deterioração. A cobertura de água atingiu apenas 43,0% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (77,2%), posicionando o município no percentil 14 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. Além disso, a perda de água na distribuição chegou a 41,9% em 2022, superior à mediana nacional (29,9%) e à média da Paraíba (37,3%), com trajetória de piora acentuada desde 2017, quando estava em apenas 1,9%. Esse aumento das perdas em paralelo à estagnação da cobertura sugere ineficiência crescente na gestão do sistema de abastecimento.
O esgotamento sanitário é igualmente preocupante, embora os dados mais recentes disponíveis (SNIS/SINISA) sejam de 2012, indicando possível lacuna de informação municipal. Naquele ano, a coleta de esgoto era de 36,9%, bem inferior à mediana nacional de 2021 (87,8%) e à média estadual (64,8%). O tratamento, embora tenha evoluído para 39,6% em 2012 (variação de +9,4%), fica próximo da mediana nacional de 2022 (37,7%). Os dados do Censo IBGE reforçam o problema: em 2022, apenas 54,0% dos domicílios tinham coleta de resíduos (percentil 19 nacional), enquanto 38,8% apresentavam destino inadequado de dejetos — quase três vezes a mediana nacional (14,9%) e a média da UF (15,4%), posicionando o município no percentil 84, entre os piores do país.
Esse déficit sanitário se reflete diretamente nas emissões de resíduos, que somaram 12.396 tCO₂e em 2024, com alta de 66,8% desde 2010 e patamar mais que o dobro da mediana nacional (5.787 tCO₂e), colocando o município no percentil 73. As emissões totais de GEE, de 52.439 tCO₂e em 2024, cresceram 32,9% em relação ao início da série, impulsionadas também pelo setor de energia, que saltou 74,7% no período e superou a mediana nacional (23.929 vs. 18.929 tCO₂e). Ainda que o volume absoluto permaneça abaixo da mediana nacional em termos de emissões totais (percentil 22), a combinação de saneamento precário, perdas hídricas crescentes e aumento consistente das emissões de resíduos indica que os investimentos em infraestrutura ambiental não têm acompanhado as necessidades do município.
Por fim, os registros históricos de eventos hidrológicos (2016) mostram exposição a secas (5 registros) e cheias (1 registro) acima da mediana nacional, e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 (3,000) fica abaixo da mediana nacional (4,000), embora superior à média estadual (2,717). Esse cenário reforça a urgência de priorizar investimentos em infraestrutura de água e esgoto, dado que a fragilidade atual do sistema tende a se agravar frente aos riscos climáticos já identificados na região.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
26.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
36.9%
2012
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
39.6%
2012
Perda de água
SNIS/SINISA
22.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
54.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
38.8%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
52.439 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
12.396 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
23.929 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
5
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
