Alegrete do PiauíPI

4.713 habitantes · IBGE 2200277

IA

Resumo socioambiental

Alegrete do Piauí/PI apresenta um quadro socioambiental misto, com bom desempenho em abastecimento de água mas fragilidades severas em coleta de esgoto/resíduos e em exposição a eventos hídricos extremos. A cobertura de água atingiu 86,3% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (73,0%), posicionando o município no percentil 65 do país, embora tenha recuado 13,7 pontos percentuais desde 2008 e mostrado oscilações relevantes (queda abrupta para 55,0% em 2014, recuperação e nova queda em 2021). A perda de água na distribuição é baixa, 4,3% em 2022, muito inferior à mediana nacional (29,9%) e à do Piauí (46,4%), colocando o município entre os melhores do país nesse quesito (percentil 4).

Em contraste, a gestão de resíduos sólidos é o ponto mais crítico: apenas 25,4% dos domicílios tinham coleta de lixo em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,9%) e estadual (70,4%), com forte queda de 60,3% em relação a 2010 — um retrocesso expressivo. Coerentemente, o destino inadequado de resíduos atinge 28,8% dos domicílios, acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (26,3%), situando o município no percentil 72 (pior que a maioria). Essa combinação de baixa coleta e destinação inadequada ajuda a explicar o aumento de 48,5% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024 (de 1.815 para 2.694 tCO₂e), na contramão da melhoria observada em outros setores.

Do ponto de vista climático, o balanço de emissões do município é favorável: em 2024 registrou saldo negativo de -6.268 tCO₂e, indicando que o município funciona como sumidouro líquido de carbono, resultado muito distante da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e do total estadual, colocando-o no percentil 3 (entre os mais baixos emissores líquidos do país). As emissões de energia também caíram 31,2% desde 2010, para 3.683 tCO₂e em 2024. A capacidade solar instalada é modesta e estável em 3 MW desde 2020, ainda assim superior à mediana nacional (960 kW), no percentil 71.

Quanto a riscos hídricos, o município registrou eventos de seca expressivos (14 registros em 2016, percentil 93 nacional) e ao menos uma ocorrência de cheia no mesmo ano, sinalizando vulnerabilidade a extremos climáticos. O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,0, abaixo da mediana nacional (4,0) mas superior à média estadual (2,9), sugerindo que, apesar do risco histórico de seca, a perspectiva de segurança hídrica de longo prazo é comparativamente melhor que a de outros municípios piauienses. Para os gestores, a prioridade evidente é reverter o colapso na coleta de resíduos, dado seu impacto direto na destinação inadequada e nas emissões setoriais, mantendo os ganhos já obtidos em perdas de água e no perfil de baixas emissões líquidas.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

86.3%

2022

7.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

4.3%

2022

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

25.4%

2022

2
60.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

28.8%

2022

28
19.5% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

3 MW

Solar

Potência solar

ANEEL (SIGA)

3 MW

2024

72
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

3 MW

2024

72
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

-6.268 tCO₂e

2024

97
179.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.694 tCO₂e

2024

79
48.5% no período

Emissões de energia

SEEG

3.683 tCO₂e

2024

85
31.2% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

14

2016

7
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.