Além ParaíbaMG
31.333 habitantes · IBGE 3101508
Resumo socioambiental
Além Paraíba/MG apresenta um quadro de saneamento básico preocupante, com destaque negativo para o tratamento de esgoto, que permanece em 0,0% desde 2012, contra mediana nacional de 37,7% e média estadual de 44,5% em 2022 — o município trata nenhum efluente coletado, o que representa risco direto à qualidade dos corpos hídricos locais. A coleta de esgoto também está abaixo do esperado, com 61,2% em 2021 (percentil 32 nacional), tendo recuado 12,8% desde 2012, quando chegava a atingir 89,3%. Já a cobertura de água, embora tenha se recuperado para 91,3% em 2022 após anos de queda, ainda reflete uma trajetória de perda de 8,7% frente ao patamar de 100% observado em 2008 e 2009.
Um ponto crítico é a perda de água na distribuição, que subiu para 33,6% em 2022 (variação de +30,3% desde 2008), superando a mediana nacional de 29,9% e aproximando-se da média mineira de 35,0% — indicando ineficiência operacional que compromete os ganhos de cobertura. Também chama atenção a queda abrupta de domicílios com coleta de resíduos, de 94,6% em 2010 para 49,7% em 2022, posicionando o município no percentil 15 nacional, um dos piores indicadores do dossiê, embora o destino inadequado de resíduos tenha melhorado para 2,2% (percentil 13, ou seja, entre os melhores do país nessa métrica específica).
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE caíram significativamente, de 241 mil tCO₂e em 2010 para 123.019 tCO₂e em 2024 (-49,0%), com forte contribuição da redução nas emissões de energia (-63,0% no período, para 58.982 tCO₂e). Entretanto, as emissões de resíduos permanecem praticamente estáveis em 18.078 tCO₂e (-1,2% em 14 anos), situando o município no percentil 81 nacional — um patamar elevado quando comparado à mediana do país (6.191 tCO₂e), o que evidencia a defasagem entre a redução de emissões energéticas e a persistência do problema de gestão de resíduos e esgoto sem tratamento.
Em termos de infraestrutura hídrica e risco, o município concentra expressiva potência hidráulica instalada (177 MW em 2024, percentil 88), o que já explica parte do peso histórico das emissões de energia, e apresenta um índice de segurança hídrica projetado de 4,000 para 2035, ligeiramente acima da mediana nacional e da média estadual (3,694). Os registros de cheia (2 ocorrências em 2016) posicionam o município no percentil 87 nacional, sinalizando exposição a eventos hidrológicos extremos que reforçam a urgência de investimentos em infraestrutura de esgotamento sanitário e tratamento, hoje inexistente, como medida de proteção ambiental e de saúde pública.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
86.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
63.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
29.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
49.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.2%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
177 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
177 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
123.019 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
18.078 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
58.982 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
