Alfredo WagnerSC

10.862 habitantes · IBGE 4200705

IA

Resumo socioambiental

Alfredo Wagner apresenta um quadro de saneamento marcado por forte contraste entre esgoto e água. A cobertura de água é o ponto mais crítico: 38,4% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média catarinense (90,1%), posicionando o município no percentil 10 do país — apesar do avanço de +39,1% desde 2008. Já a coleta e o tratamento de esgoto são exemplares, com 99,4% e 100,0% respectivamente em 2019, superando com folga a mediana nacional (87,8% e 37,7%) e o próprio estado, que trata apenas 39,7% do esgoto coletado. A perda de água, entretanto, chegou a 30,4% em 2022, praticamente equivalente à mediana nacional (29,9%) e melhor que a UF (34,6%), mas ainda representa desperdício relevante num contexto de baixa cobertura — reduzir essa perda deveria ser prioridade antes de expandir a rede.

No manejo de resíduos sólidos há retrocesso preocupante: a coleta domiciliar caiu de 55,2% (2010) para 27,9% (2022), e o destino inadequado, embora tenha recuado de 44,8% para 21,4% no mesmo período, permanece acima da mediana nacional (14,9%) e muito acima do padrão catarinense (3,2%), colocando o município no percentil 62 — um dos piores indicadores do dossiê. Essa fragilidade na gestão de resíduos não se reflete, contudo, nas emissões do setor, que somaram 4.025 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo que o problema é mais de cobertura e destinação formal do que de volume absoluto gerado.

No balanço de emissões totais, o município teve queda expressiva de -66,2% desde 2010, fechando 2024 em 135.541 tCO₂e, valor próximo à mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 49) — resultado puxado principalmente por oscilações do uso da terra. Em contrapartida, as emissões de energia cresceram +165,0% no período, atingindo 48.118 tCO₂e em 2024, quase o triplo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), no percentil 69, indicando pressão crescente do consumo energético que merece atenção em políticas de eficiência.

Por fim, os registros hidrológicos de 2016 mostram vulnerabilidade a eventos extremos: 12 registros de cheia (percentil 100 nacional) e 1 registro de seca (percentil 59), embora a série disponível seja pontual e não permita avaliar tendência recente. Combinados, os dados indicam que o principal desafio de Alfredo Wagner é ampliar o acesso à água tratada e à coleta de resíduos, mantendo o desempenho positivo em esgotamento sanitário e controlando o crescimento das emissões energéticas.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

33.1%

2024

8
2.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

99.4%

2019

0.6% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2019

0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

28.3%

2024

52
8.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

27.9%

2022

3
49.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

21.4%

2022

38
52.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

135.541 tCO₂e

2024

51
66.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.025 tCO₂e

2024

65
10.6% no período

Emissões de energia

SEEG

48.118 tCO₂e

2024

31
165.0% no período

Registros de cheia

ANA

12

2016

0
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.