Algodão de JandaíraPB

3.105 habitantes · IBGE 2500577

IA

Resumo socioambiental

Algodão de Jandaíra/PB apresenta quadro crítico no saneamento básico, com destaque negativo para o abastecimento de água: a cobertura formal caiu a 0,0% em 2022, um colapso frente aos 26,5% registrados em 2013, posicionando o município no percentil 0 nacional, muito abaixo da mediana do Brasil (76,5%) e da Paraíba (77,2%). O último dado de perda de água disponível (34,5% em 2013) já superava a mediana nacional de 2022 (29,9%), sugerindo que problemas estruturais na rede anteciparam o aparente desaparecimento do serviço medido pelo SNIS/SINISA — o que pode indicar tanto ruptura operacional real quanto falha de reporte, mas que exige verificação urgente pela gestão local.

A coleta de resíduos domiciliares evoluiu de 49,5% (2010) para 59,5% (2022), avanço de +20,3%, mas ainda distante da mediana nacional (76,9%) e estadual (79,6%), no percentil 25. Consequentemente, o destino inadequado de resíduos, embora em queda (de 50,5% para 40,3%, -20,2%), permanece extremamente elevado — quase três vezes a mediana nacional (14,9%) e estadual (15,4%), colocando o município no percentil 86 (pior faixa). Essa deficiência na destinação de resíduos se reflete no crescimento constante das emissões desse setor, que subiram de 806 para 1.240 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+53,8%), em trajetória ininterrupta de alta.

As emissões totais de GEE somaram 26.388 tCO₂e em 2024, com alta de 94,5% desde 2010 e forte volatilidade no período (incluindo valores negativos entre 2013 e 2015, indicando captura líquida de carbono nesses anos). Apesar do salto recente, o volume ainda é modesto perante o Brasil (mediana de 138.513 tCO₂e) e a Paraíba, mantendo o município no percentil 10. O surgimento de emissões de energia a partir de 2023 (1.170 tCO₂e) e 2024 (2.042 tCO₂e), inexistentes até então, também contribui para essa alta recente.

Do ponto de vista climático, o único registro disponível (2016) revela ausência de cheias, mas forte exposição à seca, com 17 registros no ano, colocando o município no percentil 97 estadual — um dos mais críticos da Paraíba nesse quesito. Essa vulnerabilidade hídrica reforça a gravidade do colapso no abastecimento de água, sugerindo que o município enfrenta simultaneamente escassez climática e falência da infraestrutura de saneamento, cenário que demanda prioridade máxima em investimentos públicos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

0.0%

2024

1
100.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

34.5%

2013

34.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

59.5%

2022

25
20.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

40.3%

2022

14
20.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

26.388 tCO₂e

2024

90
94.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.240 tCO₂e

2024

97
53.8% no período

Emissões de energia

SEEG

2.042 tCO₂e

2024

93

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

17

2016

3
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.