AlmadinaBA

5.327 habitantes · IBGE 2900900

IA

Resumo socioambiental

Almadina/BA apresenta cobertura de água de 84,8% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e ligeiramente superior à média estadual (83,0%), posicionando o município no percentil 68 do país. Contudo, a série histórica revela retrocesso: o índice chegou a 99,8% em 2019 e caiu para um patamar estagnado de 79,8% entre 2020 e 2023, recuperando-se parcialmente apenas em 2024. Já a perda de água na distribuição está em 6,5% (2024), valor muito inferior à mediana nacional (29,1%) e à UF (34,5%), colocando o município entre os melhores do país (percentil 3) nesse quesito — embora a oscilação brusca de 22,9% em 2023 para 6,5% em 2024 sugira instabilidade operacional ou possível inconsistência de medição que merece verificação.

No saneamento, a coleta de resíduos domiciliares atinge 83,7% (2022), superior à mediana nacional (76,9%) e à média baiana (69,0%), com percentil 64. Por outro lado, o destino inadequado de resíduos ainda atinge 15,0% dos domicílios (2022), praticamente no limiar da mediana nacional (14,9%) e abaixo da UF (17,1%), indicando que, apesar da evolução positiva desde 2010 (-31,7 pontos percentuais), uma parcela relevante da população ainda carece de disposição adequada. Esse quadro é coerente com o crescimento de 26,9% nas emissões de resíduos (SEEG) entre 2010 e 2024, atingindo 3.387 tCO₂e, ainda assim abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

As emissões totais de GEE do município somaram 87.653 tCO₂e em 2024, valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), mas com alta volatilidade ao longo da série e crescimento de 74% frente a 2010. O destaque de risco está nas emissões de energia, que saltaram 542,8% no período, chegando a 2.506 tCO₂e em 2024 — embora ainda represente fração pequena do total nacional (percentil 9), essa trajetória acelerada merece monitoramento, especialmente se associada à expansão de consumo elétrico ou combustíveis fósseis no município.

Não há registros de cheias ou secas reportados pela ANA em 2016, o que impede avaliação de risco hidrológico recente. Em síntese, Almadina exibe desempenho relativamente positivo em água e coleta de resíduos frente aos padrões nacionais, mas enfrenta desafios de estabilidade na cobertura de água, disposição inadequada de resíduos ainda significativa e crescimento expressivo das emissões de energia, que juntos indicam a necessidade de investimentos contínuos em infraestrutura sanitária e monitoramento ambiental para sustentar os ganhos já obtidos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

84.8%

2024

68
9.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

6.5%

2024

97
66.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

83.7%

2022

64
7.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

15.0%

2022

50
31.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

87.653 tCO₂e

2024

64
74.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.387 tCO₂e

2024

71
26.9% no período

Emissões de energia

SEEG

2.506 tCO₂e

2024

91
542.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.