Almino AfonsoRN

4.806 habitantes · IBGE 2400604

IA

Resumo socioambiental

Almino Afonso/RN apresenta quadro crítico de saneamento básico, com destaque negativo para o esgotamento sanitário: apenas 7,1% de coleta de esgoto em 2024, bem abaixo da mediana nacional (59,9%) e da média do RN (33,8%), posicionando o município no percentil 6 do país. O tratamento de esgoto é nulo (0,0%) desde pelo menos 2020, situação ainda mais grave quando cruzada com o Censo 2022, que mostra apenas 20,3% dos domicílios com coleta de resíduos sólidos (percentil 1 nacional, queda acentuada frente aos 67,8% de 2010) e 24,9% de destino inadequado de dejetos, acima da mediana do país (14,9%). Esse cenário indica risco sanitário e ambiental relevante, com possíveis impactos sobre corpos hídricos e saúde pública.

O abastecimento de água também é preocupante: a cobertura caiu para 67,8% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (75,1%), após oscilações acentuadas na série histórica, incluindo dois anos de dados zerados (2016-2017). Mais grave é a perda de água na distribuição, que atingiu 64,8% em 2024, um aumento de 17,8% em relação ao ano anterior e muito acima da mediana nacional (29,1%) e da UF (40,7%), colocando o município no percentil 93 — entre os piores do país. Essa ineficiência operacional sugere necessidade urgente de investimento em infraestrutura de distribuição, especialmente considerando a pequena escala populacional (~4.806 habitantes), onde perdas elevadas comprometem desproporcionalmente a universalização do serviço.

Em contrapartida, o perfil de emissões de GEE é relativamente favorável em termos comparativos: os 15.446 tCO₂e emitidos em 2024 situam o município no percentil 6 nacional (ou seja, entre os menores emissores), com valor muito inferior à mediana do país (138.513 tCO₂e). Contudo, houve alta expressiva de 170,4% desde 2010, puxada principalmente pelo setor de energia (8.767 tCO₂e, alta de 168,8% no período). As emissões de resíduos, por sua vez, cresceram de forma mais moderada (+17,6% desde 2010, para 2.423 tCO₂e em 2024), mas essa trajetória ascendente é coerente com a baixíssima cobertura de coleta e tratamento de esgoto e resíduos observada nos indicadores de saneamento, reforçando a necessidade de políticas integradas entre gestão de resíduos e infraestrutura sanitária.

Do ponto de vista climático-hidrológico, os dados disponíveis (ambos de 2016) registram ausência de eventos de cheia, mas 7 registros de seca observada, indicador que, embora pontual, alerta para vulnerabilidade hídrica que se soma à já fragilizada rede de abastecimento e às elevadas perdas de água — um ponto de atenção para o planejamento de resiliência climática do município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

67.8%

2024

43
0.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

7.1%

2024

6
57.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

64.8%

2024

7
17.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

20.3%

2022

1
70.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

24.9%

2022

33
22.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

15.446 tCO₂e

2024

94
170.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.423 tCO₂e

2024

82
17.6% no período

Emissões de energia

SEEG

8.767 tCO₂e

2024

67
168.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

7

2016

19
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.