Alta FlorestaMT
61.291 habitantes · IBGE 5100250
Resumo socioambiental
Alta Floresta/MT apresenta um saneamento básico com trajetória mista: a cobertura de água caiu para 78,4% em 2022, recuo de 7,8% frente aos anos anteriores e abaixo do patamar histórico do município (que chegou a 88,8% em 2013), embora ainda supere a mediana nacional de 76,5% (percentil 53). Já a coleta de esgoto, com 51,0% em 2021, está bem distante da mediana nacional de 87,8% (percentil 26), evidenciando um dos principais gargalos do município. Por outro lado, o tratamento de esgoto evoluiu de forma expressiva (+343,6% desde 2008), atingindo 57,7% em 2022, acima da mediana nacional (37,7%) e da média estadual (42,5%), sinalizando que o esgoto coletado tem tido destinação adequada, mesmo com apenas 1 ETE registrada (2020). A perda de água na distribuição também mostrou melhora consistente, caindo para 19,4% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e do índice estadual (40,5%).
Do lado dos resíduos sólidos, a coleta domiciliar atinge 87,9% em 2022, acima da mediana nacional (76,9%) e da média de Mato Grosso (84,7%), com destinação inadequada caindo para 11,4%, valor próximo à média estadual (11,2%) e melhor que a mediana do país (14,9%). Entretanto, as emissões de resíduos cresceram +46,3% entre 2010 e 2024, chegando a 43.378 tCO₂e, muito acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), o que sugere que o avanço na coleta não foi acompanhado de redução proporcional nas emissões associadas à disposição final, indicando possível carência de tratamento adequado dos resíduos (aterro sanitário, compostagem ou recuperação energética).
O perfil de emissões de GEE do município é o traço mais crítico do dossiê: mesmo com queda de 18,4% em relação ao pico histórico, o total de 2.450.658 tCO₂e em 2024 posiciona Alta Floresta no percentil 96 nacional, refletindo fortemente o uso do solo e mudanças de cobertura vegetal, típico da região amazônica/cerrado. As emissões de energia mais que dobraram no período (+114,7%), atingindo 274.074 tCO₂e, também no percentil 92, indicando pressão crescente do setor energético sobre o balanço de carbono local. A matriz de geração é dominada pela hidráulica (74 MW, percentil 82), com participação marginal de fontes limpas alternativas — solar estagnada em 900 kW desde 2015 e biomassa em 2 MW, ambas com potências muito abaixo da mediana estadual.
Em síntese, o município avançou de forma consistente em infraestrutura de água e tratamento de esgoto, com indicadores de perda hídrica e destinação de resíduos favoráveis frente ao Brasil, mas enfrenta desafios estruturais na cobertura de esgotamento sanitário e, sobretudo, na trajetória das emissões de GEE, que colocam Alta Floresta entre os municípios de maior impacto climático do país — um alerta que exige articulação entre política de uso do solo, matriz energética e gestão de resíduos para reverter a tendência.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
87.6%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
50.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
38.8%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
13.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
87.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
11.4%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
76 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
900 kW
2024
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
74 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
900 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
2.450.658 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
43.378 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
274.074 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
