Altamira do ParanáPR
3.543 habitantes · IBGE 4100459
Resumo socioambiental
Altamira do Paraná apresenta quadro preocupante em saneamento básico, com retrocessos expressivos frente a patamares já alcançados no passado. A cobertura de água atingiu 59,5% em 2024, muito abaixo dos 100,0% registrados entre 2018 e 2019, posicionando o município no percentil 31 nacional e distante da mediana do Brasil (73,2%) e do Paraná (89,5%). A coleta de esgoto é ainda mais crítica: 23,4% em 2024, uma queda de -49,9% em relação a 2017, e muito aquém dos 100,0% observados em 2020-2021, colocando o município no percentil 18 nacional, bem abaixo da mediana do país (59,9%) e do estado (82,9%). O tratamento de esgoto, em 30,0%, está próximo da mediana nacional (33,3%), mas distante do desempenho paranaense (78,8%), sugerindo que a infraestrutura de tratamento não acompanhou a necessidade gerada pela coleta.
A perda de água na distribuição, em 28,3%, está em linha com a mediana nacional (29,1%) e estadual (29,0%), indicando problema estrutural comum, mas não um diferencial negativo do município. Já o destino inadequado de resíduos domiciliares, em 26,8% (2022), embora tenha caído significativamente desde 2010 (47,7%), ainda supera a mediana nacional (14,9%) e principalmente o patamar do Paraná (5,6%), posicionando o município no percentil 70 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Essa combinação de baixa coleta de esgoto e alto índice de destinação inadequada de resíduos sugere fragilidade persistente na gestão de infraestrutura sanitária local, mesmo com a única ETE do município operando desde 2020.
Em relação às emissões de gases de efeito estufa, o município registrou 164.908 tCO₂e em 2024, com queda de -16,6% desde 2010, mas ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 55. As emissões de resíduos caíram expressivamente (-49,1% desde 2010, para 1.684 tCO₂e), ficando bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), o que é coerente com a redução de coleta de esgoto e resíduos processados formalmente — menos coleta pode significar menos emissões contabilizadas nesse setor, mas não necessariamente melhor destinação ambiental. Já as emissões de energia cresceram +29,0% no período, atingindo 4.004 tCO₂e, ainda assim abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).
Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município (2016), embora a ausência de dados mais recentes limite a análise de riscos hidrológicos atuais. Em síntese, Altamira do Paraná demonstra sinais de deterioração em indicadores-chave de saneamento — especialmente na coleta de esgoto e cobertura de água, que retrocederam de patamares de universalização para níveis muito abaixo da média nacional — o que exige atenção prioritária dos gestores locais para reversão desse quadro e mitigação de riscos à saúde pública e ao meio ambiente.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
59.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
23.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
30.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
28.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
62.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
26.8%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
164.908 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.684 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
4.004 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
