Alto Boa VistaMT

5.875 habitantes · IBGE 5100359

IA

Resumo socioambiental

Alto Boa Vista apresenta quadro socioambiental misto, com avanços em saneamento básico mas desafios persistentes em cobertura de água e emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 59,5% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e do desempenho do Mato Grosso (86,7%), posicionando o município no percentil 31 do país — ainda que a série histórica mostre evolução expressiva desde 2010 (+64,3%). Em contraste, a perda de água na distribuição é baixíssima, apenas 3,7% em 2024, muito inferior à mediana nacional (29,1%) e à média estadual (37,5%), colocando o município no percentil 1 nacional, ou seja, entre os mais eficientes do Brasil nesse quesito.

Na gestão de resíduos sólidos, a coleta domiciliar alcançou 81,9% em 2022, superando a mediana nacional (76,9%), embora ainda distante do índice mato-grossense (84,7%). Por outro lado, o destino inadequado de resíduos ainda atinge 17,6% dos domicílios, acima da mediana do país (14,9%) e do estado (11,2%), indicando que, apesar da melhoria de 50,7% desde 2010, persiste uma lacuna entre coleta e destinação final adequada — fator que também se reflete nas emissões de resíduos, que cresceram 77,8% desde 2010 para 2.685 tCO₂e em 2024, embora esse volume ainda seja inferior à mediana nacional (6.191 tCO₂e).

O ponto de maior atenção é o perfil de emissões totais de GEE, que somaram 1.723.539 tCO₂e em 2024, valor extremamente elevado frente à mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 94 do país — entre os mais emissores do Brasil, provavelmente associado a uso da terra e mudança de cobertura vegetal, dada a magnitude e a volatilidade da série (picos em 2011, 2014 e 2023). As emissões de energia também cresceram 116,4% no período, atingindo 25.482 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), sinalizando pressão crescente do setor energético local.

Eventos hidrológicos extremos merecem monitoramento: os 2 registros de cheia em 2016 colocam o município no percentil 87 nacional, indicando vulnerabilidade superior à média do país, embora sem registros de seca no mesmo ano. Diante desse cenário, recomenda-se priorizar investimentos em ampliação da cobertura de água e destinação adequada de resíduos, aproveitando a eficiência já demonstrada na gestão das perdas hídricas, além de aprofundar a análise das fontes de emissões de GEE para orientar políticas de mitigação compatíveis com o perfil territorial do município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

59.5%

2024

31
64.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

3.7%

2024

99
82.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

81.9%

2022

60
27.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

17.6%

2022

45
50.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.723.539 tCO₂e

2024

6
59.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.685 tCO₂e

2024

79
77.8% no período

Emissões de energia

SEEG

25.482 tCO₂e

2024

44
116.4% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.