Alto CaparaóMG

5.982 habitantes · IBGE 3102050

IA

Resumo socioambiental

Alto Caparaó/MG apresenta quadro sanitário misto: a cobertura de água atingiu 76,8% em 2022, praticamente empatada com a mediana nacional (76,5%) mas ainda distante da média mineira (84,3%). Já a coleta de esgoto, com 99,6% em 2021, supera folgadamente a mediana do país (87,8%) e a média de Minas Gerais (85,0%), posicionando o município no percentil 71 nacional. O ponto crítico do saneamento é o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% desde 2016, muito abaixo da mediana nacional (37,7%) e da UF (44,5%) — ou seja, o esgoto é coletado quase integralmente, mas despejado sem tratamento, o que representa passivo ambiental relevante mesmo com boa cobertura de coleta.

Do lado operacional, a perda de água caiu de forma expressiva, de 16,5% (2021) para 6,5% em 2022 (variação de -61% no período recente), colocando o município entre os melhores do país (percentil 5, muito abaixo da mediana nacional de 29,9% e da UF de 35,0%). Os domicílios com destino inadequado de resíduos também recuaram de 11,7% (2010) para 7,3% (2022), ficando abaixo da mediana nacional (14,9%) e próximo da média mineira (7,4%).

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 19.818 tCO₂e em 2024, com queda de 18,7% frente ao ano anterior e muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 8 — entre os menores emissores do país. Contudo, o comportamento setorial diverge: as emissões de resíduos cresceram 28,9% no período recente, atingindo 3.112 tCO₂e em 2024, tendência coerente com a ausência de tratamento de esgoto e possíveis fragilidades na gestão de resíduos sólidos. As emissões de energia dispararam 76,8%, chegando a 8.184 tCO₂e, sinalizando aumento do consumo energético que merece monitoramento, embora ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, mas a base é limitada a esse ano, o que restringe conclusões sobre risco hidroclimático. Em síntese, Alto Caparaó combina bons indicadores de perda de água e emissões totais com uma lacuna estrutural grave no tratamento de esgoto e tendências crescentes de emissões de resíduos e energia, que devem orientar prioridades de investimento em saneamento e eficiência energética.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

80.4%

2024

60
7.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

80.4%

2024

70
19.6% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

7.8%

2024

96
53.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

82.9%

2022

62
6.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

7.3%

2022

68
38.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

19.818 tCO₂e

2024

92
18.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.112 tCO₂e

2024

74
28.9% no período

Emissões de energia

SEEG

8.184 tCO₂e

2024

69
76.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.