Alto HorizonteGO
6.375 habitantes · IBGE 5200555
Resumo socioambiental
Alto Horizonte/GO apresenta um quadro de saneamento básico misto: a cobertura de água atingiu 94,6% em 2022, com recuperação expressiva após anos de oscilação (82,3% em 2021), superando a mediana nacional (76,5%) e a média estadual (89,1%), posicionando o município no percentil 77. Em contrapartida, a coleta de esgoto permanece crítica, com apenas 17,7% em 2020 — muito abaixo da mediana nacional (87,8%) e do patamar goiano (74,3%) —, embora o tratamento de esgoto tenha avançado para 33,9% em 2022, ainda inferior à mediana do Brasil (37,7%) e distante do desempenho de Goiás (66,0%). A perda de água na distribuição, de 14,7% em 2022, é significativamente menor que a mediana nacional (29,9%) e estadual (27,8%), posicionando o município favoravelmente (percentil 13), apesar de ter mais que dobrado desde 2008.
No manejo de resíduos sólidos, o município mostra melhora consistente: o percentual de domicílios com coleta subiu para 86,9% em 2022, acima da mediana nacional (76,9%), enquanto o destino inadequado de resíduos caiu para 9,1%, redução de 37,5% desde 2010, ficando abaixo da mediana do país (14,9%), ainda que superior ao índice estadual (5,5%). Essa evolução na gestão de resíduos não se refletiu, contudo, nas emissões associadas ao setor, que cresceram 72,6% desde 2010, atingindo 3.627 tCO₂e em 2024 — valor abaixo da mediana nacional (5.787 tCO₂e), mas em trajetória ascendente que merece monitoramento, possivelmente ligada ao aumento populacional e de consumo.
O perfil de emissões de GEE do município é dominado pelo setor energético, que soma 175.019 tCO₂e em 2024 (alta de 46,1% desde 2010) e coloca Alto Horizonte no percentil 88 nacional — um patamar elevado para o porte do município, indicando forte dependência de fontes intensivas em carbono ou atividade industrial/mineradora relevante. As emissões totais alcançaram 353.675 tCO₂e em 2024, com percentil 73, após pico de 418.823 tCO₂e em 2023. Nos aspectos hídricos, não há registros de cheias ou secas na série disponível (2016), e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 (4,000) iguala a mediana nacional e supera a média estadual (3,874), sugerindo resiliência hídrica futura condizente com o bom desempenho já observado em perdas de água e cobertura.
Em síntese, o município combina avanços notáveis em abastecimento de água e gestão de resíduos domiciliares com uma lacuna estrutural grave em esgotamento sanitário, cenário que exige investimento prioritário em coleta de esgoto para evitar que o descompasso comprometa os ganhos ambientais já obtidos. Paralelamente, o crescimento das emissões de energia demanda atenção específica, dado seu peso desproporcional no perfil de carbono do município frente aos padrões nacionais.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
94.6%
2022
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
17.7%
2020
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
33.9%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
14.7%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
86.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
9.1%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
353.675 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.627 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
175.019 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
