Alto LongáPI

13.734 habitantes · IBGE 2200301

IA

Resumo socioambiental

Alto Longá/PI apresenta quadro de saneamento crítico e emissões em trajetória de deterioração recente. A cobertura de água atendia apenas 27,5% dos domicílios em 2023, patamar muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e do Piauí (92,3%), com queda de 11,2% desde 2010 — tendência de retrocesso quando a maioria dos municípios brasileiros avança nesse indicador. Agrava o quadro a perda de água de 42,2% (2023), superior à mediana nacional (29,1%) e à média estadual (23,6%), e que voltou a subir após anos de melhora relativa, indicando ineficiência operacional na distribuição concomitante à baixa cobertura.

No esgotamento sanitário, a situação é igualmente preocupante: apenas 48,9% dos domicílios tinham coleta em 2022, ante mediana nacional de 76,9%, e 51,0% dos domicílios ainda recorrem a destino inadequado de dejetos, colocando o município no percentil 93 do país — ou seja, entre os piores do Brasil neste quesito, mesmo com alguma melhora frente a 2010 (57,4%). Essa deficiência estrutural de saneamento básico ajuda a explicar o comportamento das emissões de resíduos, que somaram 6.111 tCO₂e em 2024, próximas da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em elevação de 26,3% desde 2010, refletindo o crescimento populacional sem contrapartida equivalente em infraestrutura de tratamento.

O balanço de emissões totais de GEE do município chegou a 399.414 tCO₂e em 2024, valor muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 76, com alta de 52,8% em relação a 2010, embora a série mostre grande oscilação, provavelmente associada a mudanças no uso da terra e agropecuária, componentes tipicamente dominantes no interior do Piauí. As emissões de energia (7.612 tCO₂e, 2024) permanecem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), mas também em crescimento (+23,9%), sinalizando aumento do consumo energético sem indícios de eficiência compensatória.

Por fim, os registros hidrológicos de 2016 mostram exposição relevante a eventos extremos, com 2 registros de cheia e 8 de seca, posicionando o município nos percentis 87 e 83 do país, respectivamente. Combinados com a baixa cobertura de água e saneamento, esses eventos climáticos ampliam a vulnerabilidade da população local, reforçando a urgência de investimentos coordenados em infraestrutura hídrica e de esgoto como medida estruturante tanto para a saúde pública quanto para a resiliência ambiental do município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

27.5%

2023

11.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

42.2%

2023

15.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

48.9%

2022

14
14.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

51.0%

2022

7
11.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

399.414 tCO₂e

2024

24
52.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

6.111 tCO₂e

2024

51
26.3% no período

Emissões de energia

SEEG

7.612 tCO₂e

2024

70
23.9% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

8

2016

17
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.