Alto Paraíso de GoiásGO

10.936 habitantes · IBGE 5200605

IA

Resumo socioambiental

Alto Paraíso de Goiás apresenta quadro socioambiental misto, com deterioração recente no saneamento e trajetória favorável nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água caiu de 76,1% (2021) para 57,7% em 2022, uma queda abrupta que rompe uma série historicamente estável e coloca o município abaixo da mediana nacional (76,5%) e distante da média estadual (89,1%), posicionando-o no percentil 27. A perda de água na distribuição, embora tenha recuado para 30,1% em 2022, ainda supera a mediana do país (29,9%) e principalmente o desempenho de Goiás (27,8%), indicando ineficiência operacional que pode estar associada à própria queda na cobertura registrada no mesmo ano.

No campo de resíduos sólidos, a coleta domiciliar também regrediu, de 81,0% (2010) para 71,7% (2022), ficando abaixo da mediana nacional (76,9%) e do padrão estadual (89,7%). Coerentemente, o destino inadequado de resíduos, embora tenha melhorado ao longo da década (de 18,9% para 14,2%), permanece próximo da mediana brasileira (14,9%) e muito acima do referencial de Goiás (5,5%), sugerindo que a gestão de resíduos ainda é um ponto de atenção relevante para o município.

Em contraste, o balanço de emissões de GEE do município tornou-se negativo, atingindo -62.714 tCO₂e em 2024, resultado de sucessivos saldos negativos desde 2021 — um desempenho excepcional que o posiciona no percentil 2 nacional (quanto menor, melhor), muito abaixo da mediana do país (138.513 tCO₂e). Esse resultado agregado, no entanto, esconde tensões setoriais: as emissões de energia mais que dobraram no período (de 31.964 para 64.825 tCO₂e, percentil 74, pior que a mediana nacional de 18.929 tCO₂e) e as de resíduos cresceram 60,4%, chegando a 5.152 tCO₂e em 2024. Isso indica que o saldo negativo global decorre provavelmente de remoções por uso da terra e florestas, e não de controle efetivo das emissões urbanas de energia e resíduos, que crescem de forma consistente e merecem monitoramento específico pela gestão local.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

55.2%

2024

26
27.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

36.6%

2024

34
3.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

71.7%

2022

42
11.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

14.2%

2022

51
25.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

-62.714 tCO₂e

2024

98
145.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.152 tCO₂e

2024

57
60.4% no período

Emissões de energia

SEEG

64.825 tCO₂e

2024

26
102.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.