Alto ParanáPR

14.138 habitantes · IBGE 4100608

IA

Resumo socioambiental

Alto Paraná/PR apresenta em 2024 cobertura de água de 87,5%, abaixo da série histórica do município, que chegou a atingir 100% entre 2020 e 2022, mas recuou para 83,5% em 2023 antes da leve recuperação atual. Ainda assim, o indicador supera a mediana nacional (73,2%) e fica próximo da média estadual (89,5%), posicionando o município no percentil 73. A perda de água na distribuição, de 21,0%, também é favorável frente ao Brasil (mediana 29,1%) e ao Paraná (29,0%), e vem em trajetória de queda desde 2010, indicando ganhos de eficiência operacional mesmo com a oscilação recente na cobertura.

O saneamento de esgoto mostra avanço relevante: a coleta atingiu 71,8% em 2024, com alta de 15% no período analisado, superando tanto a mediana nacional (59,9%) quanto o percentil 61, embora ainda abaixo do patamar estadual (82,9%). O tratamento, em 65,7%, está bem acima da mediana brasileira (33,3%), posicionando o município no percentil 73 nacionalmente, ainda que distante da média paranaense (78,8%). Chama atenção a queda abrupta de coleta e tratamento em 2023 (63,1% e 66,0%, respectivamente) seguida de recuperação parcial em 2024, sugerindo instabilidade operacional que merece monitoramento, especialmente considerando que o município opera apenas 1 ETE, mesmo número da mediana nacional, mas muito aquém das 279 unidades médias do Paraná.

No eixo de resíduos sólidos, os domicílios com destinação inadequada caíram de 15,2% (2010) para 8,6% (2022), redução de quase 44%, embora ainda superior à média estadual (5,6%). Coerentemente, as emissões de GEE por resíduos também recuaram para 7.182 tCO₂e em 2024, mas seguem acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), indicando que a melhora na coleta domiciliar (91,0% em 2022, acima da mediana nacional de 76,9%) ainda não se traduziu em redução proporcional das emissões do setor.

As emissões totais de GEE do município somaram 172.937 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 56. As emissões de energia caíram 24,3% desde 2010, refletindo possível eficiência ou mudança na matriz, mas a capacidade instalada de biomassa permanece estagnada em 240 kW desde 2010, muito abaixo da mediana nacional (5 MW), limitando o potencial de diversificação energética local. Eventos hidrológicos registrados são pontuais, com uma cheia em 2016 e nenhuma seca reportada, não indicando padrão preocupante nos dados disponíveis.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

87.5%

2024

73
0.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

71.8%

2024

61
15.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

65.7%

2024

73
6.5% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

21.0%

2024

73
20.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

91.0%

2022

80
7.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

8.6%

2022

65
43.8% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

240 kW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

172.937 tCO₂e

2024

44
4.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

7.182 tCO₂e

2024

45
3.3% no período

Emissões de energia

SEEG

23.982 tCO₂e

2024

45
24.3% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.