Alto TaquariMT

11.571 habitantes · IBGE 5100607

IA

Resumo socioambiental

Alto Taquari/MT apresenta infraestrutura de saneamento consolidada, mas com sinais recentes de deterioração operacional na rede de água e uma trajetória de emissões de gases de efeito estufa expressivamente acima do padrão nacional. A cobertura de água atingiu 98,4% em 2022, muito superior à mediana nacional (76,5%) e à média estadual (87,2%), posicionando o município no percentil 84. Contudo, a perda de água saltou para 40,0% em 2022, alta de +30,5 pontos percentuais em relação ao ano anterior, superando a mediana nacional (29,9%) e aproximando-se do patamar estadual (40,5%). Essa reversão é preocupante porque o histórico do município mostrava perdas baixas (4,4% a 12,9% entre 2015 e 2021), sugerindo problema pontual de gestão da rede ou de medição que merece investigação e resposta rápida do operador local.

Na gestão de resíduos sólidos, o município tem desempenho positivo: 94,6% dos domicílios com coleta em 2022 (percentil 90 nacional) e apenas 4,9% com destino inadequado, redução de 45,9% frente a 2010 e bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e estadual (11,2%). Essa boa cobertura de coleta, entretanto, não impediu o crescimento das emissões de resíduos, que mais que dobraram desde 2010 (+116,1%), atingindo 5.522 tCO₂e em 2024 — ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em trajetória ascendente que acompanha o crescimento populacional e de consumo.

O ponto mais crítico do dossiê é o total de emissões de GEE do município, que chegou a 897.489 tCO₂e em 2024, variação de +116,7% desde 2010, situando Alto Taquari no percentil 89 nacional — muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e). As emissões de energia, embora tenham caído 32,8% desde 2010 (para 138.876 tCO₂e em 2024), ainda representam percentil 85 nacional, indicando matriz energética municipal historicamente intensiva em carbono, parcialmente compensada pela capacidade instalada de biomassa (73 MW, percentil 89) frente a uma potência hidráulica modesta (21 MW, percentil 64).

Em termos de eventos hidrológicos, os registros disponíveis (2016) indicam ausência de cheias e apenas 1 registro de seca, ambos compatíveis com os padrões observados no estado do Mato Grosso. De forma geral, o município combina indicadores sociais de saneamento fortes com um desafio ambiental relevante: o crescimento continuado das emissões totais e a perda recente de eficiência na rede de água exigem atenção prioritária dos gestores locais, sobretudo diante do contraste entre a boa cobertura de serviços básicos e o desempenho ambiental desfavorável nas métricas de carbono.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

94.4%

2024

85
3.5% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

77.3%

2024

3
633.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

94.6%

2022

90
3.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

4.9%

2022

76
45.9% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

94 MW

HidráulicaBiomassa

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

21 MW

2024

64
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

897.489 tCO₂e

2024

11
116.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.522 tCO₂e

2024

54
116.1% no período

Emissões de energia

SEEG

138.876 tCO₂e

2024

15
32.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.