AlvarengaMG

4.012 habitantes · IBGE 3102209

IA

Resumo socioambiental

Alvarenga/MG apresenta quadro sanitário abaixo do padrão nacional, com destaque negativo para o saneamento básico. A cobertura de água atingiu 51,8% em 2024, muito inferior à mediana brasileira (73,2%) e à média mineira (83,3%), posicionando o município no percentil 22 do país. A coleta de esgoto, embora em patamar mais favorável (72,7% em 2024, percentil 62 nacional), sofreu forte retração desde os níveis de 100% observados entre 2016 e 2021, indicando possível descontinuidade operacional. O dado mais crítico é o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% durante toda a série 2014–2024, evidenciando que todo o esgoto coletado é despejado sem qualquer tratamento — um risco direto à qualidade dos corpos hídricos locais.

Do lado positivo, a perda de água na distribuição caiu para 9,4% em 2024, valor bem abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (35,8%), colocando Alvarenga no percentil 6 (entre os melhores do país nesse quesito), sinal de gestão eficiente da rede de abastecimento apesar da baixa cobertura. Já os dados censitários mostram melhora expressiva no acesso à coleta de resíduos domiciliares, que passou de 50,0% (2010) para 74,3% (2022), embora o destino inadequado de resíduos ainda atinja 20,7% dos domicílios, acima da mediana nacional (14,9%) e do padrão mineiro (7,4%).

No campo climático, as emissões totais de GEE saltaram para 179.576 tCO₂e em 2024, alta de 75,8% em relação a 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando o município no percentil 57. Esse crescimento é puxado principalmente pelo setor de energia, cujas emissões cresceram 76,5% no período, atingindo 3.887 tCO₂e — ainda assim, valor comparativamente baixo frente ao Brasil (percentil 16). As emissões de resíduos, por sua vez, mantêm-se estáveis em torno de 2.123 tCO₂e (2024), bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), refletindo coerência com o pequeno porte populacional do município.

Em síntese, Alvarenga combina uma infraestrutura de água eficiente em perdas, mas com baixa cobertura, e um sistema de esgotamento sanitário incompleto — coleta razoável, mas tratamento nulo —, o que compromete os ganhos ambientais obtidos em outras frentes. A ausência de registros de eventos extremos (cheias e secas) em 2016 sugere estabilidade hidrológica local, mas o aumento expressivo das emissões totais recentes indica necessidade de atenção ao planejamento energético e de infraestrutura sanitária para reverter tendências desfavoráveis.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

51.8%

2024

22
8.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

72.7%

2024

62
12.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

9.4%

2024

94
57.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

74.3%

2022

46
48.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

20.7%

2022

39
58.6% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

14 MW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

14 MW

2024

57
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

179.576 tCO₂e

2024

43
75.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.123 tCO₂e

2024

86
11.0% no período

Emissões de energia

SEEG

3.887 tCO₂e

2024

84
76.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.