Álvares FlorenceSP

3.978 habitantes · IBGE 3501202

IA

Resumo socioambiental

Álvares Florence/SP apresenta quadro socioambiental misto, com saneamento de esgoto relativamente robusto e abastecimento de água em situação mais frágil. A coleta de esgoto atingiu 96,6% em 2021, acima da mediana nacional (87,8%) e da média estadual (94,6%), colocando o município no percentil 61 do país. Já a cobertura de água caiu para 67,4% em 2022, uma queda de 11,0% no período recente, ficando abaixo da mediana nacional (76,5%) e bem distante do patamar paulista (95,2%), no percentil 39 — sinal de que o avanço no esgotamento sanitário não foi acompanhado pela mesma consistência no abastecimento.

O tratamento de esgoto, embora tenha recuado para 68,4% em 2022 frente aos 97,5% de 2021, ainda supera a mediana nacional (37,7%) e se aproxima da média estadual (69,6%), no percentil 68. Esse desempenho é coerente com a baixa taxa de perda de água (7,6% em 2022, percentil 5, ou seja, entre as menores perdas do país), indicando gestão eficiente da rede mesmo com oscilações na cobertura. Por outro lado, a destinação inadequada de resíduos domiciliares (17,1% em 2022) segue acima da mediana nacional (14,9%) e muito acima da média de SP (1,0%), revelando uma lacuna importante na gestão de resíduos que contrasta com o bom desempenho do saneamento de esgoto.

Nas emissões de GEE, o município registrou 145.659 tCO₂e em 2024, com queda de 2,4% frente ao ano anterior, mas ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 52. As emissões de energia caíram significativamente (-22,2%, para 4.716 tCO₂e), enquanto as de resíduos cresceram 8,2% (para 2.656 tCO₂e) — movimento que reforça a necessidade de atenção à gestão de resíduos sólidos, coerente com o indicador de destinação inadequada. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para 2016, e o comparativo direto com o total estadual (SP) deve ser interpretado com cautela dado o efeito de escala.

Em síntese, o município combina eficiência operacional em esgotamento sanitário e baixas perdas de água com desafios relevantes em abastecimento de água e gestão de resíduos sólidos. Investimentos direcionados à reversão da queda na cobertura de água e ao aprimoramento da destinação de resíduos tendem a gerar ganhos socioambientais mais equilibrados, dado que as emissões de energia já mostram trajetória de queda consistente.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

67.0%

2024

41
5.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

66.8%

2024

56
33.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

95.5%

2024

96
34.8% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

35.1%

2024

37
88.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

71.2%

2022

41
0.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

17.1%

2022

46
39.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

145.659 tCO₂e

2024

48
2.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.656 tCO₂e

2024

80
8.2% no período

Emissões de energia

SEEG

4.716 tCO₂e

2024

80
22.2% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.