Álvares MachadoSP
28.250 habitantes · IBGE 3501301
Resumo socioambiental
Álvares Machado apresenta saneamento básico consolidado e acima da média nacional, embora com sinais recentes de deterioração no abastecimento de água. A coleta de esgoto atingiu 100,0% em 2021 (percentil 100 nacional, ante mediana de 87,8%) e o tratamento também chegou a 100,0% em 2022, muito superior à mediana do país (37,7%) e à média do estado (69,6%). Já a cobertura de água, que se manteve em 100% entre 2015 e 2021, recuou para 85,8% em 2022 — ainda acima da mediana nacional (76,5%), mas abaixo da média paulista (95,2%) e representando uma queda expressiva em relação aos anos anteriores, o que merece investigação quanto à causa (possível mudança metodológica ou problema operacional). A perda de água segue em patamar relativamente controlado, 20,4% em 2022, inferior à mediana nacional (29,9%) e à média estadual (32,1%), mas em trajetória de alta desde o mínimo de 16,4% em 2019.
No recorte domiciliar, o município mantém bons indicadores de destinação de resíduos: 90,7% dos domicílios com coleta em 2022 (acima da mediana nacional de 76,9%) e apenas 4,2% com destino inadequado, bem abaixo da mediana do país (14,9%), ainda que acima da média estadual (1,0%). A boa cobertura de coleta, no entanto, contrasta com o crescimento das emissões associadas a resíduos, que somaram 14.016 tCO₂e em 2024 (+11,2% em relação a 2010), situando o município no percentil 76 nacional — indicando que a universalização da coleta não tem sido acompanhada de redução proporcional das emissões do setor, provavelmente por destinação em aterros sem aproveitamento energético ou compostagem.
Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 202.711 tCO₂e em 2024, com leve alta de 2,9% frente a 2023, situando o município no percentil 60 nacional. O setor de energia é o que mais cresceu no período (+28,8% desde 2010, chegando a 65.285 tCO₂e), superando proporcionalmente o aumento das emissões de resíduos e sinalizando pressão do consumo energético como vetor de crescimento das emissões locais. Não há registros de eventos de seca (0 em 2016), mas houve 3 registros de cheia no mesmo ano, colocando o município no percentil 93 nacional para esse indicador — um ponto de atenção para o planejamento de infraestrutura urbana e drenagem.
Em síntese, Álvares Machado é um município bem posicionado em saneamento comparado ao Brasil e a São Paulo, com destaque para tratamento de esgoto e destinação domiciliar de resíduos, mas enfrenta desafios em manter a universalização do abastecimento de água, conter o crescimento das emissões de energia e resíduos, e mitigar riscos associados a eventos de cheia.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
89.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
87.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2023
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
16.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
90.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
4.2%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
202.711 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
14.016 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
65.285 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
