Álvaro de CarvalhoSP
4.896 habitantes · IBGE 3501400
Resumo socioambiental
Álvaro de Carvalho/SP apresenta situação de saneamento consolidada em esgotamento sanitário, mas com desafio persistente no abastecimento de água. A coleta de esgoto atinge 100,0% (2021) e o tratamento também 100,0% (2022), colocando o município no percentil 93 nacional e bem acima da mediana do país (37,7%) e da mediana estadual (69,6%). Já a cobertura de água, embora tenha avançado para 71,1% em 2022 (+10,5% no período), ainda fica abaixo da mediana nacional (76,5%) e distante do patamar paulista (95,2%), posicionando o município no percentil 43. A perda de água na distribuição, por sua vez, caiu significativamente para 11,9% (2022), uma redução de 52,5% desde 2008, situando o município entre os melhores do país nesse quesito (percentil 9, bem abaixo da mediana nacional de 29,9%).
No manejo de resíduos sólidos, os indicadores domiciliares são favoráveis: 95,6% dos domicílios têm coleta de lixo (2022), superando a mediana nacional (76,9%) e a média estadual (89,7%), enquanto o destino inadequado de resíduos caiu para 3,9% (-52,5% desde 2010), embora ainda acima do referencial paulista (1,0%). Chama atenção, porém, a trajetória crescente das emissões de resíduos no inventário de GEE, que subiram 29,9% entre 2010 e 2024 (de 2.925 para 3.800 tCO₂e), movimento contrário à melhoria observada na cobertura de coleta domiciliar — sugerindo que o crescimento de emissões pode estar mais associado à disposição final (aterros) do que à cobertura do serviço.
Em termos climáticos, o balanço geral é positivo: as emissões totais de GEE recuaram 56,6% entre 2010 e 2024, atingindo 35.339 tCO₂e, valor bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 14). As emissões de energia também caíram 40,4% no período, embora com oscilação relevante entre 2017 e 2018 (de 1.914 para 11.262 tCO₂e), indicando possível mudança na matriz ou na metodologia de contabilização setorial. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para 2016, sem indicativo de risco hidrológico crítico nos dados disponíveis.
Em síntese, o município exibe desempenho socioambiental acima da média nacional na maioria dos indicadores, com destaque para esgotamento sanitário e controle de perdas de água, mas deve priorizar a ampliação da cobertura de abastecimento de água e monitorar o crescimento das emissões ligadas a resíduos, que contrasta com os ganhos em coleta domiciliar e reforça a necessidade de atenção à gestão da disposição final.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
82.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
65.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2022
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
11.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
95.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
3.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
35.339 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.800 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
13.296 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
