AlvinópolisMG
15.360 habitantes · IBGE 3102308
Resumo socioambiental
Alvinópolis apresenta quadro preocupante em saneamento básico, com destaque negativo para a cobertura de água, que caiu para 53,3% em 2024, bem abaixo da mediana nacional (73,2%) e do valor do estado de Minas Gerais (83,3%), posicionando o município apenas no percentil 24. Essa cobertura vem em trajetória de queda desde 2014, quando chegou a 74,9%, indicando retrocesso estrutural no acesso à água tratada. A perda de água na distribuição também piorou, atingindo 29,1% em 2024 (alta de 10,9% no período), ficando exatamente na mediana nacional, mas ainda representando desperdício significativo que penaliza a eficiência do sistema justamente quando a cobertura já é deficitária.
O esgotamento sanitário revela uma contradição relevante: a coleta de esgoto é alta, com 94,2% em 2024 (percentil 89, acima da mediana nacional de 59,9%), mas o tratamento de esgoto é 0,0% ao longo de toda a série histórica (2013–2024). Ou seja, o município coleta o esgoto de quase toda a população, porém não trata nenhuma parcela, lançando o efluente in natura no ambiente — um problema ambiental grave que não aparece nos indicadores de cobertura, mas compromete corpos hídricos e pode agravar a poluição associada às emissões de resíduos, que cresceram 46,1% entre 2010 e 2024, chegando a 7.200 tCO₂e (acima da mediana nacional de 6.191 tCO₂e).
Em relação a resíduos sólidos domiciliares, o destino inadequado ainda atinge 16,3% dos domicílios em 2022, acima da mediana nacional (14,9%) e bem acima do valor mineiro (7,4%), apesar da melhora expressiva desde 2010 (-39,1%). As emissões totais de GEE do município somaram 148.206 tCO₂e em 2024, com alta de 20,7% em relação a 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e). Chama atenção que as emissões de energia também cresceram fortemente (+46,9%), mesmo com potência instalada de fontes limpas estagnada desde 2010 (770 kW hidráulica e 360 kW biomassa, sem nenhuma expansão), sugerindo ausência de investimentos em matriz energética local que pudessem mitigar essa tendência.
Em síntese, Alvinópolis enfrenta um cenário de retrocesso no abastecimento de água, ausência total de tratamento de esgoto apesar de boa coleta, e crescimento de emissões de GEE sem contrapartida de investimento em geração de energia limpa — um conjunto de indicadores que exige atenção prioritária da gestão municipal, especialmente quanto à universalização do tratamento de esgoto e à recuperação da cobertura de água.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
53.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
94.2%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
29.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
75.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
16.3%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
1 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
770 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
148.206 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
7.200 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
13.583 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
