AmajariRR
15.583 habitantes · IBGE 1400027
Resumo socioambiental
Amajari/RR apresenta quadro de saneamento básico crítico e distante dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 27,2% em 2024, muito abaixo da mediana brasileira (73,2%) e da própria Roraima (76,9%), posicionando o município no percentil 6 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse indicador. Mais grave é a perda de água, que chegou a 84,0% em 2024, quase o triplo da mediana nacional (29,1%) e superior à média estadual (65,7%), colocando o município no percentil 98 — entre os piores do país. Essa combinação de baixa cobertura com alta perda sugere ineficiência estrutural severa na rede de abastecimento, com grande volume de água tratada sendo desperdiçado enquanto a maior parte da população carece de acesso.
O esgotamento sanitário segue padrão semelhante: apenas 37,3% dos domicílios tinham coleta em 2022, e 62,0% ainda recorrem a destino inadequado de dejetos, taxa mais de quatro vezes superior à mediana nacional (14,9%) e à mediana estadual (21,0%), no percentil 98. Apesar dessa precariedade sanitária, as emissões de resíduos do município são relativamente moderadas (4.346 tCO₂e em 2024, percentil 37), o que indica que o problema é essencialmente de saúde pública e qualidade de vida — contaminação de solo e água — mais do que de contribuição climática via resíduos.
O maior alerta ambiental está nas emissões totais de GEE, que saltaram de valores negativos (sumidouro de carbono) ao longo de toda a série histórica para 2.748.341 tCO₂e positivos em 2024, uma reversão de tendência associada provavelmente a desmatamento ou mudança de uso da terra, colocando o município no percentil 96 nacional. As emissões de energia também dispararam, com variação de +596,5% desde 2010, atingindo 45.444 tCO₂e em 2024 (percentil 68), enquanto a geração de energias renováveis permanece estagnada: potência solar mantida em 1 MW desde 2023 e biomassa em 7 MW, ambas com posicionamento apenas mediano em relação ao país.
Em síntese, Amajari enfrenta simultaneamente um déficit histórico de infraestrutura de saneamento — com baixíssima cobertura de água e esgoto e elevadas perdas — e uma reversão preocupante de sua condição climática, de sumidouro para emissor líquido de carbono. Os registros de eventos extremos (2 cheias e 3 secas em 2016) reforçam a vulnerabilidade territorial. A combinação desses fatores exige priorização urgente de investimentos em infraestrutura hídrica e monitoramento do uso do solo, sob risco de agravamento simultâneo dos indicadores sociais e ambientais do município.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
27.2%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
84.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
37.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
62.0%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
8 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
1 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
1 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
2.748.341 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.346 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
45.444 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
3
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
