AmaporãPR
4.736 habitantes · IBGE 4100905
Resumo socioambiental
Amaporã apresenta em 2024 cobertura de água de 86,7%, acima da mediana nacional (73,2%) e próxima do valor do Paraná (89,5%), posicionando o município no percentil 72 do país. A coleta de esgoto saltou de 23,4% em 2020 para 93,6% em 2023, superando tanto a mediana nacional (59,9%) quanto a média estadual (82,9%) — avanço expressivo, ainda que a série mostre oscilações que sugerem instabilidade metodológica ou operacional nos registros. O tratamento de esgoto, de 75,5% em 2024, também supera a mediana nacional (33,3%), embora tenha recuado frente ao pico de 95,7% em 2022, indicando possível perda de eficiência recente no sistema de tratamento mesmo com a coleta em alta.
Por outro lado, a perda de água na distribuição vem crescendo de forma preocupante, atingindo 25,0% em 2024 — o maior valor da série histórica, que iniciou em 15,1% (2010). Apesar disso, o indicador ainda fica abaixo da mediana nacional (29,1%) e da média do Paraná (29,0%), colocando o município no percentil 39 (quanto menor, melhor relativamente). Essa tendência de aumento das perdas merece atenção, pois pode comprometer os ganhos obtidos na cobertura de água caso não seja revertida.
No eixo de resíduos sólidos, 12,2% dos domicílios ainda têm destino inadequado em 2022, melhora relevante frente aos 16,4% de 2010, mas ainda acima da média paranaense (5,6%), embora abaixo da mediana nacional (14,9%). Coerentemente, as emissões de resíduos (3.048 tCO₂e em 2024) estão bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), refletindo o porte pequeno do município e a evolução na gestão de resíduos.
As emissões totais de GEE, contudo, cresceram 33,2% entre 2010 e 2024, atingindo 224.472 tCO₂e — acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 63. O crescimento mais acentuado ocorre no setor de energia, com alta de 56,2% na última década, embora o valor absoluto (7.471 tCO₂e) ainda seja bem inferior à mediana nacional (18.929 tCO₂e). Esse movimento de aumento nas emissões, mesmo com avanços no saneamento, indica que os ganhos ambientais em água e esgoto não têm sido acompanhados por controle equivalente nas emissões, sinalizando a necessidade de políticas integradas de eficiência energética e uso do solo para o município.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
86.7%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
93.6%
2023
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
75.5%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
25.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
87.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
12.2%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
224.472 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
3.048 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
7.471 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
