AmarajiPE

18.471 habitantes · IBGE 2600906

IA

Resumo socioambiental

Amaraji/PE apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com avanços pontuais em saneamento e sinais preocupantes de deterioração operacional na infraestrutura de água. A cobertura de água atingiu 88,3% em 2015, acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (86,7%) em 2022, com crescimento de +16,6% desde 2008. Entretanto, esse avanço é ofuscado pela perda de água, que saltou para 73,1% em 2015 — mais que o dobro da mediana nacional (29,9%) e muito acima da UF (43,5%) —, indicando ineficiência crescente na distribuição, já que o indicador cresceu +51,7% no período. Essa combinação sugere que a ampliação da cobertura não foi acompanhada de melhorias na gestão da rede, resultando em desperdício expressivo de um recurso cada vez mais escasso.

No manejo de resíduos sólidos, o município regrediu: a coleta de domicílios caiu para 64,6% em 2022 (-7,7% frente a 2010), ficando abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (76,8%), no percentil 31. Coerentemente, o destino inadequado de resíduos, embora tenha recuado para 21,3% (-29,1% desde 2010), ainda supera a mediana nacional (14,9%) e a UF (14,8%), posicionando o município no percentil 62 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Essa lacuna na coleta ajuda a explicar o comportamento das emissões de resíduos, que atingiram 10.264 tCO₂e em 2024, com alta de +30,8% desde 2010, superando a mediana nacional (6.191 tCO₂e) e situando o município no percentil 67 de piores emissores nessa categoria.

Em contrapartida, as emissões totais de GEE somaram 43.935 tCO₂e em 2024, valor abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Amaraji no percentil 18 — entre os menores emissores do país. Apesar da alta de +19,1% frente a 2010, houve queda acentuada desde o pico de 2013 (100.195 tCO₂e), refletindo provavelmente reduções em outros setores que compensam o crescimento persistente das emissões de resíduos. As emissões de energia, por sua vez, mantiveram-se estáveis em 8.512 tCO₂e (2024), bem abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Do ponto de vista de eventos hidrológicos, o município registrou 5 ocorrências de cheia em 2016, posicionando-se no percentil 98 nacional — um dos municípios mais afetados do país nesse indicador —, enquanto não houve registros de seca no mesmo ano. Diante desse cenário, recomenda-se priorizar investimentos na redução de perdas do sistema de abastecimento e na ampliação da coleta de resíduos sólidos, medidas que trariam ganhos simultâneos em eficiência hídrica, mitigação de emissões e resiliência a eventos climáticos extremos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

77.2%

2024

56
6.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

45.6%

2024

21
5.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

64.6%

2022

31
7.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

21.3%

2022

38
29.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

43.935 tCO₂e

2024

82
19.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

10.264 tCO₂e

2024

33
30.8% no período

Emissões de energia

SEEG

8.512 tCO₂e

2024

68
1.8% no período

Registros de cheia

ANA

5

2016

2
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.