Amarante do MaranhãoMA

38.333 habitantes · IBGE 2100600

IA

Resumo socioambiental

Amarante do Maranhão/MA apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 11,7% em 2024, patamar ínfimo frente à mediana nacional de 73,2% e ao valor estadual de 53,5%, posicionando o município no percentil 2 do país — ou seja, entre os piores do Brasil. Essa cobertura, já baixa, ainda recuou 25,1% desde 2010. Paralelamente, a perda de água na distribuição chegou a 64,5% em 2024, superando a mediana nacional (29,1%) e até a própria média estadual (57,3%), colocando o município no percentil 92 (pior extremo), o que indica ineficiência severa na operação do sistema de abastecimento, agravando ainda mais o problema de acesso.

O cenário de esgotamento sanitário e destinação de resíduos segue padrão semelhante. A coleta de resíduos domiciliares alcançou 49,3% em 2022, bem abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (65,5%), enquanto o destino inadequado de dejetos domiciliares afeta 50,5% dos domicílios, mais que o triplo da mediana nacional (14,9%), situando o município no percentil 93 nacional. Essa combinação de baixa cobertura de coleta e alto índice de destinação inadequada é coerente com o aumento das emissões de resíduos, que subiram 39,2% desde 2010 e somaram 16.112 tCO₂e em 2024 — mais que o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e), reforçando a relação entre deficiência de infraestrutura sanitária e pressão ambiental adicional.

Em termos de emissões totais de GEE, o município registrou 1.915.309 tCO₂e em 2024, valor muito superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), embora represente queda expressiva de 68,3% em relação a 2010, refletindo provavelmente redução do desmatamento ou mudança de uso do solo, dado o padrão típico da região amazônica maranhense. Já as emissões de energia cresceram 137,6% no período, atingindo 25.628 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), sinalizando aumento do consumo energético municipal. Não há registros de eventos de cheia, mas há indicação de seca observada (2 registros em 2016), ainda que os dados hidrológicos estejam desatualizados.

Em síntese, Amarante do Maranhão enfrenta déficit estrutural grave em saneamento básico — água e esgoto — associado a perdas operacionais elevadas e destinação inadequada de resíduos, fatores que se refletem no aumento das emissões do setor de resíduos. A queda nas emissões totais de GEE é positiva, mas os indicadores de infraestrutura básica exigem atenção prioritária dos gestores públicos, especialmente diante do amplo distanciamento em relação às medianas nacional e estadual.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

11.7%

2024

2
25.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

64.5%

2024

8
17.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

49.3%

2022

14
10.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

50.5%

2022

7
9.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.915.309 tCO₂e

2024

5
68.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

16.112 tCO₂e

2024

21
39.2% no período

Emissões de energia

SEEG

25.628 tCO₂e

2024

44
137.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.