AmarantePI

17.577 habitantes · IBGE 2200509

IA

Resumo socioambiental

Amarante/PI apresenta quadro de saneamento básico bastante deficitário, com sinais recentes de deterioração. A cobertura de água atingiu 48,9% em 2023, recuando 2,2 pontos percentuais em relação ao ano anterior e situando-se muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e do patamar estadual (92,3%). A perda de água na distribuição, que idealmente deveria cair, chegou a 40,7% em 2023 — acima da mediana nacional (29,1%) e do Piauí (23,6%) —, indicando ineficiência operacional que compromete ainda mais a já baixa cobertura.

O saneamento de esgoto é o ponto mais crítico do município. Apenas 48,6% dos domicílios tinham coleta de esgoto em 2022, contra mediana nacional de 76,9%, enquanto 49,7% dos domicílios ainda tinham destino inadequado de dejetos — quase o dobro da média estadual (26,3%) e no percentil 92 nacional, ou seja, entre os piores do país nesse quesito. O município conta com apenas 1 ETE (2020), o mesmo número da mediana nacional, mas claramente insuficiente diante do déficit de coleta. Essa fragilidade estrutural se reflete nas emissões de resíduos, que cresceram 44% desde 2010 e alcançaram 9.329 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo que o manejo inadequado de esgoto e resíduos sólidos está pressionando o balanço de gases de efeito estufa local.

As emissões totais de GEE somaram 342.244 tCO₂e em 2024, com alta de 155,6% desde 2010 e valor bem superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 73. As emissões de energia também cresceram fortemente (+165,6%, para 24.545 tCO₂e), acima da mediana nacional, indicando aumento da pressão do setor energético no perfil de emissões municipal, além dos resíduos já mencionados.

Em relação a eventos hidrológicos, não houve registros de cheia em 2016, mas foram observados 7 registros de seca no mesmo ano, valor abaixo do acumulado estadual (2.068), mas ainda relevante frente à mediana nacional nula, sinalizando exposição a estresse hídrico que se soma à fragilidade dos sistemas de abastecimento e esgotamento sanitário do município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

48.9%

2023

2.2% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

40.7%

2023

16.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

48.6%

2022

14
17.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

49.7%

2022

8
15.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

342.244 tCO₂e

2024

27
155.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.329 tCO₂e

2024

36
44.0% no período

Emissões de energia

SEEG

24.545 tCO₂e

2024

45
165.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

7

2016

19
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.