Amélia RodriguesBA
24.848 habitantes · IBGE 2901106
Resumo socioambiental
Amélia Rodrigues/BA apresenta trajetória positiva em saneamento básico, com cobertura de água atingindo 86,1% em 2024, alta de 16 pontos percentuais desde 2010 e acima da mediana nacional (73,2%) e do valor estadual (83,0%), posicionando o município no percentil 71 do país. Esse avanço veio acompanhado de forte redução das perdas de água, que caíram de patamares acima de 30% na década anterior para 10,1% em 2024 — bem abaixo da mediana nacional (29,1%) e da média da Bahia (34,5%), colocando o município entre os melhores do país nesse quesito (percentil 6, onde valores baixos são favoráveis). A combinação de maior cobertura com menor desperdício sugere investimentos efetivos em infraestrutura hídrica na última década.
Na gestão de resíduos sólidos, o quadro também é favorável: a coleta domiciliar alcançou 93,8% dos domicílios em 2022, superior à mediana nacional (76,9%) e ao índice estadual (69,0%), enquanto o destino inadequado de resíduos caiu para 4,3%, bem abaixo da mediana do país (14,9%) e da Bahia (17,1%). Contudo, chama atenção a existência de apenas 1 unidade de destinação registrada (2022), igual à mediana nacional, mas muito distante das 19 unidades médias no estado — indicador que aponta possível dependência de estruturas externas ou concentração de risco operacional.
Do lado ambiental, as emissões totais de GEE cresceram 51,2% entre 2010 e 2024, atingindo 211.686 tCO₂e, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 61. O setor de energia é o principal responsável pelo total, com 103.692 tCO₂e em 2024 (percentil 82, entre os mais altos do país), enquanto as emissões de resíduos também cresceram significativamente (+66,6% desde 2010, para 12.336 tCO₂e, percentil 72). Esse aumento das emissões de resíduos, mesmo diante da melhoria na coleta e destinação adequada, indica que a gestão de resíduos ainda gera impacto climático relevante, possivelmente ligado ao tratamento ou disposição final do material coletado, e merece atenção conjunta com a política de saneamento.
Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, ano de referência disponível, o que impede uma análise de tendência hidrológica mais recente. Em síntese, Amélia Rodrigues destaca-se positivamente em cobertura de água, redução de perdas e gestão de resíduos domiciliares, mas enfrenta desafios crescentes em emissões de GEE, especialmente nos setores de energia e resíduos, que devem ser monitorados para equilibrar o avanço em saneamento com metas de mitigação climática.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
86.1%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
10.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
93.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
4.3%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
211.686 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
12.336 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
103.692 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
