AmericanaSP

246.655 habitantes · IBGE 3501608

IA

Resumo socioambiental

Americana/SP apresenta infraestrutura de saneamento consolidada, mas com sinais de deterioração operacional que merecem atenção prioritária. A cobertura de água chega a 99,8% (2024) e a coleta de esgoto a 96,8%, ambas muito superiores à mediana nacional (73,2% e 59,9%, respectivamente) e ao próprio patamar estadual, posicionando o município no percentil 93-95 do país. O tratamento de esgoto, embora tenha recuado frente ao pico de 95,5% em 2022, ainda soma 63,0% (2024), acima da mediana nacional (33,3%) e próximo da média paulista (66,6%). Esse quadro é sustentado por apenas 2 ETEs (2020), acima da mediana nacional de 1 unidade.

O ponto crítico do dossiê é a perda de água, que saltou de 24,6% em 2010 para 58,8% em 2024 — variação de +138,7% no período —, superando com folga a mediana nacional (29,1%) e a média estadual (28,2%). Esse indicador contrasta com a alta cobertura formal do sistema: o município universalizou o acesso, mas está perdendo mais da metade da água tratada na distribuição, o que representa ineficiência operacional significativa e pressão desnecessária sobre os recursos hídricos e o orçamento da concessionária.

Do lado das emissões, Americana registrou 734.421 tCO₂e em 2024, com queda de 7,8% frente ao pico de 2013, mas ainda no percentil 86 nacional. Chama atenção o crescimento contínuo das emissões de resíduos, que passaram de 121.959 para 154.672 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+26,8%), colocando o município no percentil 98 do país — o mais crítico entre os indicadores analisados. Essa trajetória é incoerente com a alta cobertura de coleta de esgoto e o baixo percentual de destinação inadequada de resíduos domiciliares (0,1% em 2022, muito abaixo da mediana nacional de 14,9%), sugerindo que o problema está mais associado ao volume e à gestão dos resíduos sólidos urbanos do que à cobertura dos serviços.

Em síntese, o município exibe indicadores de acesso e cobertura acima da média nacional e estadual, mas enfrenta dois desafios estruturais que demandam investimento técnico: a redução das perdas físicas de água, que comprometem a eficiência do sistema mesmo com universalização formal, e a mitigação das emissões associadas a resíduos, que crescem de forma consistente há 14 anos e já figuram entre as mais altas do país em termos relativos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

99.8%

2024

95
0.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

96.8%

2024

93
0.6% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

63.0%

2024

71
7.5% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

2

2020

89
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

58.8%

2024

11
138.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

95.2%

2022

91
4.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

0.1%

2022

100
12.5% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

2

2025

87
33.3% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

49 MW

HidráulicaBiomassaTérmica (fóssil)

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

30 MW

2024

71
0.0% no período

Potência térmica (fóssil)

ANEEL (SIGA)

15 MW

2024

42
373.7% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

69.0%

2024

24.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

734.421 tCO₂e

2024

14
2.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

154.672 tCO₂e

2024

2
26.8% no período

Emissões de energia

SEEG

581.960 tCO₂e

2024

3
0.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.