AmorinópolisGO

2.952 habitantes · IBGE 5200902

IA

Resumo socioambiental

Amorinópolis apresenta quadro socioambiental misto, com avanços em saneamento básico mas deterioração recente no perfil de emissões. A cobertura de água atingiu 68,1% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (89,1%), posicionando o município no percentil 40. Chama atenção a forte queda histórica desse indicador, que chegou a superar 90% em 2009 e recuou para patamares próximos de 60% entre 2010 e 2017, com recuperação parcial nos anos seguintes. Em contrapartida, a perda de água na distribuição melhorou substancialmente, caindo de 67,6% (2009) para 22,5% (2022), ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (27,8%) — um resultado positivo que indica ganhos de eficiência operacional mesmo com cobertura ainda limitada.

No saneamento domiciliar, a coleta de esgoto evoluiu de 68,0% (2010) para 79,3% (2022), superando a mediana nacional (76,9%), embora ainda distante do patamar goiano (89,7%). O destino inadequado de dejetos também recuou de 32,0% para 15,0% no mesmo período, mas permanece próximo da mediana nacional (14,9%) e muito acima do percentual estadual (5,5%), sinalizando que, apesar do progresso, o município ainda tem lacuna significativa a superar frente ao restante de Goiás.

Do lado das emissões, o quadro é mais preocupante. As emissões totais de GEE saltaram para 217.928 tCO₂e em 2024, alta de 39,9% desde 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e situando o município no percentil 62 — ou seja, entre os que mais emitem proporcionalmente. O destaque negativo é o setor de energia, cujas emissões mais que dobraram (+144,9%), passando de 2.285 para 5.596 tCO₂e, embora ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Já as emissões de resíduos mantiveram-se relativamente estáveis, em 2.148 tCO₂e (+4,2%), bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), o que é coerente com a melhoria na cobertura de coleta de esgoto e redução do destino inadequado de dejetos observadas no período.

Não há registros de eventos extremos de cheia ou seca reportados em 2016 para o município, ano em que a mediana nacional também foi nula, mas a UF registrou 29 ocorrências de cheia e 20 de seca, sugerindo que a ausência de eventos locais pode refletir tanto características hidrológicas favoráveis quanto limitações no monitoramento local. Em síntese, Amorinópolis avançou em eficiência hídrica e saneamento, mas precisa de atenção ao crescimento acelerado das emissões, especialmente energéticas, para equilibrar seu desempenho socioambiental frente ao cenário estadual e nacional.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

67.0%

2024

42
11.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

27.9%

2024

53
55.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

79.3%

2022

54
16.7% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

15.0%

2022

50
53.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

217.928 tCO₂e

2024

38
39.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.148 tCO₂e

2024

86
4.2% no período

Emissões de energia

SEEG

5.596 tCO₂e

2024

77
144.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.