AmparoSP
69.717 habitantes · IBGE 3501905
Resumo socioambiental
Amparo apresenta um quadro sanitário misto, com desempenho relativo satisfatório em esgotamento, mas fragilidades em água e resíduos. A cobertura de água atingiu 78,7% em 2022, abaixo da média estadual (95,2%) embora acima da mediana nacional (76,5%), colocando o município no percentil 53. Chama atenção a perda de água de 40,5% (2022), superior tanto à mediana nacional (29,9%) quanto à média de SP (32,1%), indicando ineficiência na distribuição que pressiona a necessidade de captação e custos operacionais, mesmo com queda de 11,8% em relação a anos anteriores.
No esgotamento sanitário, o município se destaca positivamente: coleta de 95,0% (2021) supera a mediana nacional (87,8%) e a média estadual (94,6%), situando Amparo no percentil 59. O tratamento de esgoto, de 48,5% (2022), também supera a mediana nacional (37,7%), embora fique aquém da média paulista (69,6%). Vale notar a oscilação da série histórica, que chegou a 63,7% em 2017 e recuou desde então, sugerindo perda de eficiência operacional na única ETE registrada no município (2020), fator que merece atenção da gestão local.
Do ponto de vista de resíduos e emissões, há um descompasso relevante. Embora o destino inadequado de domicílios seja baixíssimo (1,1% em 2022, percentil 7, bem abaixo da mediana nacional de 14,9%), as emissões de resíduos cresceram 97,5% desde 2010, atingindo 44.935 tCO₂e em 2024 — muito acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), posicionando o município no percentil 92. Esse contraste indica que a boa cobertura de coleta não se traduziu em mitigação de emissões do setor, provavelmente refletindo práticas de disposição final com maior geração de metano.
As emissões totais de GEE, de 245.932 tCO₂e (2024), caíram 30,5% desde o pico de 2017, impulsionadas pela redução no setor de energia (-26,0%), mas o total ainda supera a mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 65. A matriz energética local depende de pequena central hidráulica (294 kW, estável desde 2010) e biomassa, que cresceu significativamente para 5 MW a partir de 2015. Não há registros de eventos hidrológicos extremos recentes além de uma cheia em 2016, mas a combinação de perdas hídricas elevadas e emissões crescentes de resíduos aponta para prioridades claras de investimento: modernização da rede de distribuição de água e revisão da gestão de resíduos sólidos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
92.2%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
87.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
56.7%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
39.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
87.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.1%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
2
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
5 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
294 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
245.932 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
44.935 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
141.791 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
