AmpérePR

20.199 habitantes · IBGE 4101002

IA

Resumo socioambiental

Ampére apresenta saneamento acima da média nacional, mas com sinais recentes de retrocesso. A cobertura de água atingiu 81,0% em 2024, acima da mediana brasileira (73,2%) e no percentil 61, porém bem abaixo dos 100,0% registrados em 2021 e 2022, evidenciando queda expressiva desde então. A coleta de esgoto, em 74,3% (2024), também recuou frente ao pico de 98,3% em 2021, mas ainda supera a mediana nacional (59,9%) e se aproxima da média do Paraná (82,9%). O tratamento de esgoto, em 77,1%, é o destaque positivo: percentil 83 nacionalmente e praticamente equivalente à média estadual (78,8%), mais que o dobro da mediana do país (33,3%).

A perda de água na distribuição, de 25,6% em 2024, aumentou 57% desde 2010 e cresceu de forma acentuada nos últimos dois anos (de 19,8% em 2022 para patamar acima de 25%), o que é preocupante mesmo estando abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (29,0%). Esse aumento simultâneo de perdas e queda na cobertura de água sugere possível deterioração operacional ou de infraestrutura do sistema, que merece atenção prioritária da gestão local. Já o indicador de destino inadequado de resíduos domiciliares, em 18,8% (2022), piorou 4,6% desde 2010 e está acima da mediana nacional (14,9%) e muito acima da média paranaense (5,6%), refletindo-se coerentemente no aumento das emissões de resíduos, que subiram 26,5% desde 2010 para 11.958 tCO₂e em 2024 — quase o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

No balanço geral de emissões de GEE, o município apresenta trajetória favorável nos últimos anos: 177.604 tCO₂e em 2024, queda de 12,1% frente a 2010 e recuo consistente desde o pico de 2016 (261.554 tCO₂e). Ainda assim, o valor permanece acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 57. As emissões de energia cresceram 38,1% no período, atingindo 76.404 tCO₂e, com percentil 77 — indicando maior peso relativo desse setor no perfil de emissões locais frente aos demais municípios do país.

Por fim, os registros de eventos hidrológicos extremos (1 cheia e 4 secas em 2016) posicionam Ampére em percentis elevados (76 e 72, respectivamente) na comparação nacional, embora os dados sejam pontuais e não permitam avaliação de tendência recente. Em síntese, o município combina infraestrutura de saneamento relativamente robusta comparada ao Brasil, especialmente no tratamento de esgoto, com sinais de alerta em perdas de água, destinação de resíduos e histórico de vulnerabilidade a eventos climáticos extremos, que devem orientar prioridades de investimento e monitoramento contínuo.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

81.0%

2024

61
3.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

74.3%

2024

63
156.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

77.1%

2024

83
84.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

25.6%

2024

59
57.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

80.0%

2022

56
2.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

18.8%

2022

43
4.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

177.604 tCO₂e

2024

43
12.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

11.958 tCO₂e

2024

29
26.5% no período

Emissões de energia

SEEG

76.404 tCO₂e

2024

23
38.1% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.