AnajásPA

30.003 habitantes · IBGE 1500701

IA

Resumo socioambiental

Anajás/PA apresenta quadro crítico de saneamento básico, ainda distante dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 9,7% em 2022, com salto expressivo em relação a 2021 (+87,7%), mas permanece muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (55,0%), posicionando o município no percentil 1 do país. A coleta de domicílios também é baixa, 35,0% em 2022, com leve retração frente a 2010 (35,9%), enquanto o destino inadequado de resíduos domiciliares atinge 59,1%, muito acima da mediana nacional (14,9%) e do Pará (23,2%), colocando o município no percentil 97 — entre os piores do Brasil nesse quesito. Um ponto positivo é a redução da perda de água na distribuição, que caiu de 50,0% (2021) para 23,1% (2022), ficando agora abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (34,5%), embora a série histórica mostre volatilidade que sugere necessidade de consolidação dos dados operacionais do sistema.

No eixo climático, Anajás mantém-se como sumidouro líquido de carbono, com emissões totais de -2.270.535 tCO₂e em 2024, refletindo o estoque florestal da região amazônica — no entanto, essa capacidade de sequestro vem se reduzindo lentamente desde 2019 (-2.235.190 tCO₂e), indicando possível perda de resiliência ambiental. Em contraste, as emissões por resíduos cresceram 68,1% entre 2010 e 2024, atingindo 11.037 tCO₂e, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 69), o que dialoga diretamente com a baixa cobertura de coleta e o alto índice de destinação inadequada de resíduos domiciliares. As emissões de energia também dispararam, com alta de 118,7% no período, chegando a 33.788 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

A geração de energia por biomassa permanece estagnada em 4 MW desde 2017, ligeiramente abaixo da mediana nacional (5 MW), sem evolução que acompanhe o crescimento das emissões energéticas do município. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados em 2016, mas a ausência de atualização desses dados limita a análise de riscos hidrológicos recentes. Em síntese, o município combina um patrimônio ambiental relevante — evidenciado pelo balanço negativo de emissões — com deficiências estruturais graves em saneamento, que pressionam as emissões de resíduos e reforçam a urgência de investimentos em água, coleta e destinação adequada de dejetos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

8.9%

2024

1
34.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

88.3%

2024

1
83.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

35.0%

2022

5
2.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

59.1%

2022

3
7.8% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

4 MW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

-2.270.535 tCO₂e

2024

99
1.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

11.037 tCO₂e

2024

31
68.1% no período

Emissões de energia

SEEG

33.788 tCO₂e

2024

38
118.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.