AnastácioMS

24.741 habitantes · IBGE 5000708

IA

Resumo socioambiental

Anastácio/MS apresenta em 2024 cobertura de água de 85,6%, acima da mediana nacional (73,2%) e próxima do patamar do Mato Grosso do Sul (87,8%), posicionando o município no percentil 70. O indicador teve salto expressivo no último ano (+3,9% frente a 2023), revertendo estagnação observada entre 2015 e 2022, quando o percentual permaneceu travado em 81,7%. Em contrapartida, a perda de água na distribuição chegou a 38,8% em 2024, patamar superior à mediana nacional (29,1%) e à média estadual (29,4%), indicando ineficiência operacional que compromete o ganho de cobertura recém-alcançado e representa desperdício de recursos hídricos tratados.

O saneamento de esgoto é o ponto mais crítico do município. A coleta atingiu 33,5% em 2024, ainda distante da mediana nacional (59,9%) e do patamar estadual (66,6%), situando Anastácio no percentil 25. O tratamento de esgoto está em 24,6%, também abaixo da mediana do país (33,3%) e da UF (48,1%). Apesar disso, houve avanço considerável desde 2009 (7,4%), com crescimento acumulado de +349,7% na coleta, embora a série mostre oscilações recentes, incluindo queda em 2023 antes da recuperação em 2024. O município conta com apenas 1 ETE (2020), mesmo número da mediana nacional, mas muito aquém das 81 unidades médias do estado, o que ajuda a explicar o gargalo estrutural no tratamento.

Do lado dos resíduos domiciliares, o destino inadequado caiu para 13,8% em 2022 (redução de 37% frente a 2010), aproximando-se da mediana nacional (14,9%), embora ainda acima do padrão estadual (9,8%). Esse avanço na gestão de resíduos, contudo, não se refletiu nas emissões: as emissões de resíduos somaram 20.790 tCO₂e em 2024, mais de três vezes a mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 83. As emissões totais de GEE do município alcançaram 1.335.565 tCO₂e em 2024, quase dez vezes a mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando Anastácio no percentil 92 — um posicionamento crítico que exige atenção, ainda que a série revele picos anteriores mais expressivos (2021 e 2023, acima de 1,7 milhão de tCO₂e).

Em relação a eventos extremos, o município registrou 4 ocorrências de cheia em 2016, valor muito acima da mediana nacional (0) e próximo do padrão estadual (76), no percentil 96, sinalizando vulnerabilidade a eventos hidrológicos que pode se agravar diante da alta perda de água na rede e da baixa cobertura de tratamento de esgoto. Não há registros de seca observada no mesmo ano. Em síntese, Anastácio avança em cobertura de água e redução de destino inadequado de resíduos, mas enfrenta desafios estruturais em esgotamento sanitário, perdas hídricas e emissões, que devem orientar prioridades de investimento público nos próximos ciclos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

85.6%

2024

70
3.9% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

33.5%

2024

25
349.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

24.6%

2024

44
227.7% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

38.8%

2024

31
16.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

85.3%

2022

67
9.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

13.8%

2022

52
37.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.335.565 tCO₂e

2024

8
19.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

20.790 tCO₂e

2024

17
18.8% no período

Emissões de energia

SEEG

74.410 tCO₂e

2024

23
35.3% no período

Registros de cheia

ANA

4

2016

4
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.