AnaurilândiaMS
7.735 habitantes · IBGE 5000807
Resumo socioambiental
Anaurilândia/MS apresenta déficit estrutural no saneamento básico, com indicadores abaixo da referência nacional na maioria das dimensões. A cobertura de água atingiu 51,4% em 2022, bem inferior à mediana nacional de 76,5% e ao valor da UF (86,0%), posicionando o município no percentil 21. Mais grave é a trajetória histórica: a cobertura caiu de 80,4% em 2008 para os patamares atuais, uma retração de -36,1% que sugere estagnação ou desinvestimento na expansão da rede ao longo de mais de uma década. A coleta de esgoto, em 43,9% (2021), também fica muito aquém da mediana nacional (87,8%) e da UF (70,5%), no percentil 23.
Por outro lado, o tratamento de esgoto mostra evolução expressiva, saltando de 2,1% em 2020 para 47,8% em 2022 — variação de +2197,1% —, superando a mediana nacional (37,7%) e aproximando-se do valor da UF (52,2%), o que eleva o município ao percentil 55. Essa melhora no tratamento, no entanto, contrasta com a baixa cobertura de coleta: como apenas 43,9% dos domicílios têm esgoto coletado, o ganho no tratamento beneficia uma fração ainda limitada da população. A perda de água na distribuição, de 21,0% em 2022, é favorável frente à mediana nacional (29,9%) e à UF (31,2%), indicando gestão operacional relativamente eficiente da rede, apesar da baixa cobertura. Já o indicador de destino inadequado de resíduos domiciliares (31,3% em 2022) é preocupante, superando a mediana nacional (14,9%) e a UF (9,8%), embora tenha recuado -17,4% desde 2010.
No aspecto climático, as emissões totais de GEE somaram 701.835 tCO₂e em 2024, com redução de -19,8% desde 2010, mas ainda muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 86 — reflexo do peso da atividade agropecuária e do uso do solo típico da região. As emissões de energia chamam atenção por um salto de +380,2% entre 2022 e 2024 (de 15.625 para 57.376 tCO₂e), o que merece investigação sobre sua origem, provavelmente ligada a mudanças na matriz de geração ou consumo local. As emissões de resíduos, de 4.069 tCO₂e em 2024, ficam abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), guardando coerência com o avanço no tratamento de esgoto, ainda que o descarte inadequado de resíduos sólidos domiciliares permaneça elevado.
Do ponto de vista hidroenergético, o município concentra expressiva capacidade instalada (770 MW, percentil 97), estável desde 2010, o que reforça sua relevância na matriz energética regional, mas também implica responsabilidades ambientais associadas à gestão hídrica. Não há registros de cheia em 2016, mas houve um episódio de seca observada no mesmo ano. Em síntese, Anaurilândia enfrenta desafios prioritários na expansão da cobertura de água e esgoto, enquanto os avanços recentes em tratamento de esgoto e o controle de perdas hídricas indicam capacidade de gestão que pode ser potencializada com investimentos direcion
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
58.7%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
38.1%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
51.6%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
23.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
67.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
31.3%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
770 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
770 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
701.835 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.069 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
57.376 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
