AnchietaES
32.584 habitantes · IBGE 3200409
Resumo socioambiental
Anchieta apresenta indicadores de saneamento abaixo dos padrões nacional e estadual, com sinais de deterioração operacional na rede de água. A cobertura de água atingiu 63,3% em 2024, inferior à mediana nacional (73,2%) e ao patamar do Espírito Santo (78,1%), posicionando o município no percentil 36. Mais preocupante é a perda de água, que saltou de 16,9% em 2010 para 38,0% em 2024 — alta de 124,5% no período —, superando tanto a mediana nacional (29,1%) quanto a média estadual (31,7%). Esse quadro sugere problemas crescentes de gestão da infraestrutura hídrica, com desperdício elevado mesmo diante de cobertura ainda limitada.
No esgotamento sanitário, a coleta atingiu apenas 27,4% em 2024, bem abaixo da mediana nacional (59,9%) e também da UF (57,6%), colocando Anchieta no percentil 21. Chama atenção a trajetória: houve avanço gradual até 2021 (34,6%), seguido de recuo nos anos seguintes, indicando possível perda de capacidade de expansão ou manutenção da rede. O tratamento de esgoto, por sua vez, ficou em 32,1%, próximo da mediana nacional (33,3%), mas com oscilações abruptas na série (picos de 79,2% em 2021 e 75,3% em 2022), o que pode refletir instabilidade operacional nas ETEs mais do que evolução estrutural consistente. O município conta com 3 estações de tratamento (2020), acima da mediana nacional, mas isso não se traduziu em cobertura de coleta compatível.
Do lado positivo, o descarte inadequado de resíduos domiciliares caiu de 5,9% (2010) para 1,7% (2022), bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (6,9%), situando Anchieta no percentil 10 — um resultado destacadamente bom. Contudo, a coleta domiciliar de resíduos recuou de 94,1% (2010) para 56,3% (2022), queda expressiva de 40,1%, ficando abaixo da mediana nacional (76,9%). Essa aparente contradição — baixa coleta domiciliar, mas baixo destino inadequado — pode indicar mudança na metodologia de captação censitária ou uso de soluções alternativas de descarte que não configuram inadequação, merecendo investigação local mais detalhada.
Em emissões de GEE, houve queda expressiva de 81,3% desde 2010, com o total chegando a 182.854 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 58. As emissões de resíduos, no entanto, cresceram 91,8% no período, atingindo 25.499 tCO₂e em 2024 — muito acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 87 — o que dialoga diretamente com a baixa cobertura de esgotamento sanitário e reforça a pressão ambiental do setor de saneamento sobre o balanço de emissões do município. As emissões de energia também seguem elevadas (83.380 tCO₂e, percentil 79), sinalizando que o avanço climático aparente é puxado por reduções pontuais em setores específicos, não por transformação estrutural ampla.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
63.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
27.4%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
32.1%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
3
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
38.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
56.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
1.7%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
182.854 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
25.499 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
83.380 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
