André da RochaRS
1.157 habitantes · IBGE 4300661
Resumo socioambiental
André da Rocha/RS apresenta em 2022 cobertura de água de 89,5%, acima da mediana nacional (76,5%) e próxima do valor da UF (88,1%), posicionando o município no percentil 69. Contudo, esse resultado positivo é seriamente comprometido pela perda de água na distribuição, que atingiu 67,5% em 2022 — mais que o dobro da mediana nacional (29,9%) e quase o triplo do valor gaúcho (36,5%), colocando o município no percentil 96, entre os piores do país. A série histórica mostra que essa perda saltou de 18,5% em 2016 para os patamares atuais já a partir de 2019, indicando um problema estrutural na rede que compromete a eficiência do sistema mesmo com boa cobertura formal.
No saneamento, a coleta domiciliar de resíduos atende 70,3% dos domicílios (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (82,7%), com leve retração de -1,8% desde 2010. Em contrapartida, o destino inadequado de resíduos caiu de 28,5% para 13,3% no mesmo período, aproximando-se da mediana nacional (14,9%), embora ainda distante do desempenho da UF (4,5%). Essa melhora não se refletiu nas emissões de resíduos, que somaram 590 tCO₂e em 2024, com alta de 13,6% desde 2010 — valor, porém, muito baixo em termos absolutos e no percentil 1 nacional, refletindo o pequeno porte populacional do município.
As emissões totais de GEE cresceram 34,7% entre 2010 e 2024, atingindo 188.900 tCO₂e, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 59. As emissões de energia também avançaram 51,7% no período, para 4.752 tCO₂e, ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Nota-se expansão da geração hidráulica local, que triplicou de 5 MW (2016) para 16 MW (2024), acima da mediana nacional (10 MW), o que pode estar associado ao aumento das emissões energéticas registradas, embora a fonte hídrica seja predominante na matriz.
Do ponto de vista hidrológico, o único registro disponível (2016) indica ausência de cheias e 2 ocorrências de seca observada, sem histórico recente que permita avaliar tendência. Em síntese, o principal desafio de André da Rocha é a elevada perda de água na rede de abastecimento, que exige investimento prioritário em infraestrutura, enquanto os indicadores de resíduos e emissões, apesar do crescimento relativo, permanecem em patamares baixos frente ao cenário nacional, compatíveis com o pequeno porte do município.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
42.7%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
31.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
70.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
13.3%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
16 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
16 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
188.900 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
590 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
4.752 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
