ÂnguloPR

3.332 habitantes · IBGE 4101150

IA

Resumo socioambiental

Ângulo/PR apresenta um quadro socioambiental misto, com destaque para um problema estrutural grave no sistema de abastecimento de água. A cobertura de água atingiu 79,5% em 2024, ligeiramente acima da mediana nacional (73,2%) mas abaixo da média estadual (89,5%), posicionando o município no percentil 59. Contudo, o indicador mais preocupante é a perda de água, que saltou para 48,8% em 2024 — quase metade do volume distribuído é perdido, valor muito superior à mediana nacional (29,1%) e à média do Paraná (29,0%), colocando o município no percentil 82 (entre os piores do país). A trajetória é alarmante: partindo de perdas mínimas em 2015-2017, o indicador cresceu de forma quase contínua, indicando deterioração da infraestrutura de distribuição que demanda investimento urgente em manutenção e substituição de redes.

Na gestão de resíduos sólidos, o município mostra desempenho satisfatório e em melhora: a coleta domiciliar alcançou 92,8% em 2022, superando tanto a mediana nacional (76,9%) quanto a média estadual (90,0%), com percentil 84. Coerentemente, o destino inadequado de resíduos caiu para 7,2%, uma redução de 34,6% desde 2010, embora ainda acima da média paranaense (5,6%). Essa evolução positiva na coleta não se refletiu, no entanto, em redução das emissões de resíduos, que cresceram 9,4% em 2024 (1.935 tCO₂e) — sinal de que o aumento da cobertura de coleta pode estar elevando o volume tratado sem captura ou tratamento adequado de gases, ainda que o valor absoluto permaneça bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

Em termos de emissões totais de GEE, Ângulo apresenta desempenho relativamente favorável: 51.515 tCO₂e em 2024, com queda de 1,6% no último ano e valor muito inferior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando o município no percentil 22. As emissões de energia, entretanto, cresceram 13,0% em 2024 (7.537 tCO₂e), revertendo parcialmente a tendência de queda observada desde o pico de 2018 (17.387 tCO₂e), o que merece monitoramento. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA em 2016, mas a ausência de dados mais recentes limita a avaliação de riscos hidroclimáticos atuais.

Em síntese, a prioridade imediata para a gestão municipal deve ser o enfrentamento das perdas de água, que comprometem a eficiência do sistema e podem indicar necessidade de investimentos em infraestrutura já sinalizada pela queda simultânea da cobertura de abastecimento desde 2017. Os avanços em coleta de resíduos e o perfil emissor relativamente baixo são pontos positivos que devem ser mantidos, com atenção ao crescimento recente das emissões de energia e resíduos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

79.5%

2024

59
0.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

48.8%

2024

18
971.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

92.8%

2022

84
4.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

7.2%

2022

68
34.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

51.515 tCO₂e

2024

78
1.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.935 tCO₂e

2024

89
9.4% no período

Emissões de energia

SEEG

7.537 tCO₂e

2024

71
13.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.