Anta GordaRS
6.080 habitantes · IBGE 4300703
Resumo socioambiental
Anta Gorda/RS apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços relevantes em saneamento mas fragilidades importantes em emissões e energia renovável. A cobertura de água atingiu 63,5% em 2022, com crescimento de +22,8% desde 2008, mas ainda abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (88,1%), posicionando o município no percentil 34. Já a coleta de resíduos domiciliares evoluiu para 89,7% (2022), superando a mediana nacional (76,9%) e a UF (82,7%), refletindo melhoria consistente frente aos 74,3% de 2010. O destino inadequado de resíduos caiu para 8,8%, redução expressiva de -65,8%, embora ainda acima do patamar da UF (4,5%).
Chama atenção o salto nas emissões totais de GEE, que passaram de 156.502 tCO₂e em 2023 para 556.756 tCO₂e em 2024, variação de +207,4% na série histórica, colocando o município no percentil 82 nacional — um nível preocupante mesmo descontando o peso da UF (145,9 milhões tCO₂e). As emissões de energia também cresceram (+71,9%, para 21.781 tCO₂e em 2024), acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), enquanto as emissões de resíduos, apesar do aumento de +52,8% desde 2010, ficam abaixo da mediana nacional (4.860 tCO₂e ante 6.191 tCO₂e), sugerindo que a gestão de resíduos não é o principal vetor do salto emissivo recente — provavelmente associado a mudanças de uso do solo ou agropecuária, não detalhadas neste dossiê.
A infraestrutura de energia solar estagnou em 420 kW desde 2019, sem nenhum crescimento, ficando abaixo da mediana nacional (908 kW) e no percentil 32, o que limita a diversificação da matriz energética local diante do aumento das emissões do setor. Da mesma forma, a capacidade de destinação de resíduos permanece limitada a 1 unidade desde 2013, sem evolução, enquanto a UF chega a 63 unidades — um gargalo estrutural que merece atenção dos gestores.
Do ponto de vista hídrico, o único registro disponível (2016) indica 3 ocorrências de cheia e 2 de seca, ambos acima da mediana nacional (zero), embora inferiores aos totais da UF. A perda de água, que chegou a 26,1% em 2019, foi zerada em 2022 — resultado que, mesmo positivo nos números (percentil 1, o melhor possível), contrasta com a oscilação da série histórica e merece verificação quanto à consistência dos dados informados ao SNIS. Em síntese, o município avança em saneamento básico, mas precisa de atenção prioritária ao controle de emissões e à expansão de fontes renováveis e infraestrutura de destinação de resíduos.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
55.5%
2023
Perda de água
SNIS/SINISA
0.0%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
89.7%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
8.8%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2020
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
420 kW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
420 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
420 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
556.756 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.860 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
21.781 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
