AntasBA
15.061 habitantes · IBGE 2901601
Resumo socioambiental
Antas/BA apresenta em 2024 cobertura de água de 74,7%, um salto expressivo em relação a 2023 (52,3%) que colocou o município acima da mediana nacional (73,2%) e no percentil 52, embora ainda distante da média estadual (83,0%). A coleta de esgoto é um ponto forte relativo, com 93,5% em 2024 (percentil 88, muito acima da mediana nacional de 59,9% e da UF, 56,9%), mas esse avanço é neutralizado pela ausência total de tratamento: 0,0% desde 2020, enquanto a mediana nacional já alcança 33,3% e a UF 39,2% (percentil 24). Essa lacuna indica que o esgoto coletado é lançado sem tratamento, o que representa risco sanitário e ambiental relevante e demanda atenção prioritária em investimentos.
A perda de água na distribuição chegou a 28,3% em 2024, próxima da mediana nacional (29,1%) e abaixo da UF (34,5%), mas com trajetória de deterioração acumulada de +84,2% desde 2010, sinalizando fragilidade na gestão operacional do sistema mesmo com a expansão recente da cobertura. Do lado dos resíduos sólidos domiciliares, o destino inadequado caiu para 16,7% em 2022 (redução de 41,5% desde 2010), ficando próximo da mediana nacional (14,9%) e da UF (17,1%), enquanto a coleta domiciliar atingiu 77,0%, também alinhada à mediana do país.
Em emissões de GEE, o município registrou 105.750 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 42), mas com crescimento acumulado de 31,6% desde 2010, puxado principalmente pelo setor de energia, que saltou de 6.144 tCO₂e (2010) para 22.424 tCO₂e (2024) — alta de 265%. As emissões de resíduos também cresceram 67,6% no período, para 5.539 tCO₂e, guardando coerência com a persistência de destinação inadequada de parte dos domicílios, ainda que em queda. Não há registros de cheia disponíveis além de 2016 (zero ocorrências), e a seca observada nesse mesmo ano foi de 2 registros, valor pontual sem série histórica para comparação de tendência.
Em síntese, Antas avançou de forma consistente em cobertura de água e coleta de esgoto, superando referências nacionais em ambos os indicadores, mas o gargalo crítico é a ausência de tratamento de esgoto, que compromete os ganhos sanitários obtidos e deve ser prioridade de investimento, paralelamente ao controle de perdas na rede de água e à contenção do crescimento das emissões ligadas à energia.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
74.7%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
93.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
28.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
77.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
16.7%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
105.750 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.539 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
22.424 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
