Antônio Prado de MinasMG
1.558 habitantes · IBGE 3103108
Resumo socioambiental
Antônio Prado de Minas apresenta quadro preocupante no saneamento básico, com destaque negativo para a ausência total de tratamento de esgoto: 0,0% em 2022, valor estagnado desde ao menos 2010 e muito abaixo da mediana nacional (37,7%) e mineira (44,5%). A cobertura de água também é baixa, em 60,0% (2022), abaixo da mediana nacional (76,5%) e do estado (84,3%), posicionando o município no percentil 30 do país. Mais grave é a perda de água na distribuição, que saltou de 18,8% em 2008 para 48,7% em 2022 — alta de 159% no período —, superando a mediana nacional (29,9%) e a mineira (35,0%) e colocando o município no percentil 83 (entre os piores do Brasil nesse quesito). Essa combinação de baixa cobertura, perdas crescentes e tratamento nulo sugere deficiências estruturais na gestão do sistema de água e esgoto, com risco sanitário e ambiental relevante.
A coleta de esgoto também recuou de forma expressiva, de 99,7% em 2010 para 84,0% em 2020 (-15,8%), ainda assim próxima da mediana estadual (85,0%). Já o indicador de domicílios com destino inadequado de resíduos melhorou de 28,4% (2010) para 15,0% (2022), mas segue no percentil 50 nacional e bem acima do percentil mineiro (7,4%), indicando que o avanço não acompanhou o ritmo do estado. A coleta domiciliar de lixo evoluiu de 71,6% para 81,0% no mesmo período, superando a mediana nacional (76,9%), embora ainda distante da média de Minas Gerais (86,1%).
Do ponto de vista climático, o município tem desempenho comparativamente positivo: as emissões totais de GEE caíram de 26.350 tCO₂e (2010) para 17.307 tCO₂e (2024), redução de 34,3%, situando o município no percentil 7 nacional (baixas emissões relativas). As emissões de energia também recuaram 44,2% no período, para 534 tCO₂e (2024), no percentil 1 do país. Em contrapartida, as emissões de resíduos cresceram 17,3%, atingindo 1.154 tCO₂e em 2024 — tendência que acompanha a estagnação do saneamento e reforça a necessidade de atenção à destinação final de resíduos sólidos, mesmo com participação ainda pequena no total de emissões municipais (percentil 3 nacional).
Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município (ANA, 2016), e a capacidade hidráulica instalada permanece estável em 1 MW desde 2017, bem abaixo da mediana nacional (10 MW). Em síntese, o principal desafio de Antônio Prado de Minas está concentrado no eixo de saneamento — especialmente tratamento de esgoto inexistente e perdas crescentes de água —, enquanto o desempenho ambiental-climático é relativamente favorável frente ao contexto nacional e estadual.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
63.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
89.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
43.4%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
81.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
15.0%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
1 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
1 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
17.307 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.154 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
534 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
