Aparecida de GoiâniaGO
550.925 habitantes · IBGE 5201405
Resumo socioambiental
Aparecida de Goiânia apresenta saneamento básico consolidado e acima dos padrões nacionais, mas convive com um passivo relevante de emissões de gases de efeito estufa, sobretudo ligadas a resíduos. A cobertura de água atingiu 97,3% em 2024, superando a mediana nacional (73,2%) e a média estadual (88,8%), com evolução de +59,5 pontos percentuais desde 2010. A coleta de esgoto chegou a 86,7% e o tratamento a 95,9% em 2024, ambos muito acima das medianas nacionais (59,9% e 33,3%, respectivamente) e também superiores à média de Goiás, posicionando o município no percentil 96 em tratamento — um resultado de destaque mesmo operando com apenas 1 ETE registrada (2020).
Por outro lado, a perda de água na distribuição subiu para 31,6% em 2024, acima da mediana nacional (29,1%) e do valor estadual (25,3%), indicando ineficiência operacional que contrasta com os bons indicadores de cobertura e tratamento — sinal de que o investimento em ampliação não foi acompanhado por igual esforço em manutenção da rede. Do lado de resíduos sólidos, o quadro é positivo no acesso: 95,9% dos domicílios têm coleta (2022) e apenas 0,4% têm destinação inadequada, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e do percentil estadual (5,5%), colocando o município no percentil 3 (ou seja, entre os melhores) neste indicador.
Essa aparente eficiência na coleta de resíduos não se traduz em baixas emissões: as emissões do setor de resíduos somaram 348.811 tCO₂e em 2024, alta de 64,6% desde 2010, e o município figura no percentil 99 nacional — ou seja, entre os maiores emissores do país neste segmento, provavelmente refletindo a existência de aterro/lixão de grande porte que recebe resíduos de escala metropolitana. O quadro de emissões totais também é preocupante: 1.575.985 tCO₂e em 2024 (+42,6% desde 2010), com energia (1.188.724 tCO₂e) e resíduos como principais frentes, ambos no percentil 99 nacional. A capacidade instalada de fontes renováveis locais é incipiente diante desse cenário: apenas 2 MW em solar e 1 MW em biomassa, muito abaixo da mediana estadual.
Em síntese, o município avançou de forma expressiva em cobertura e tratamento de esgoto e no acesso à coleta de resíduos, com indicadores acima da média nacional e estadual, mas enfrenta dois desafios estruturais: o aumento das perdas físicas de água, que compromete a eficiência dos investimentos em abastecimento, e o peso crescente das emissões de GEE — especialmente de resíduos e energia —, que exige ações de mitigação e diversificação da matriz energética local para equilibrar o desenvolvimento urbano com metas ambientais.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
97.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
86.7%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
95.9%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
31.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
95.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.4%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
2
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
3 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
2 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
2 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.575.985 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
348.811 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.188.724 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
