Aparecida do TaboadoMS

29.446 habitantes · IBGE 5001003

IA

Resumo socioambiental

Aparecida do Taboado/MS apresenta o saneamento como principal ponto de atenção do seu perfil socioambiental. A cobertura de água atingiu 81,5% em 2022, com queda de -18,5% frente à série histórica (que chegou a 100% em 2009), mas ainda acima da mediana nacional (76,5%) e do percentil 58. Já a coleta de esgoto, de apenas 30,2% em 2021, está bem abaixo da mediana do Brasil (87,8%) e da própria média estadual (70,5%), posicionando o município no percentil 16 — um dos indicadores mais fracos do dossiê. O tratamento de esgoto, em 35,2% (2022), embora tenha crescido expressivamente (+256,6% desde 2008), ainda fica abaixo da mediana nacional (37,7%) e do MS (52,2%), evidenciando que a expansão da coleta não veio acompanhada de capacidade de tratamento equivalente, apesar da existência de 2 ETEs no município, número superior à mediana nacional (1 unidade).

Um alerta relevante é a perda de água, que saltou para 48,3% em 2022 (+250,5% desde 2008), superando a mediana nacional (29,9%) e a média do MS (31,2%), colocando o município no percentil 83 — ou seja, entre os piores do país nesse quesito. Essa perda crescente, combinada com a queda na cobertura de água, sugere problemas de gestão e infraestrutura da rede que merecem investigação prioritária, especialmente porque o investimento aparente em ETEs não se traduziu em eficiência operacional do sistema de abastecimento.

Do lado dos resíduos sólidos, o quadro é mais favorável: 90,1% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%), e o destino inadequado caiu para 7,6%, valor bem abaixo da mediana do país (14,9%) e do MS (9,8%). Contudo, as emissões de resíduos aumentaram +32,5% desde 2010, chegando a 28.418 tCO₂e em 2024, no percentil 88 nacional — um paradoxo que indica que, mesmo com boa cobertura de coleta, a gestão final dos resíduos ainda gera impacto climático desproporcional ao porte do município.

Em emissões totais de GEE, o município soma 760.584 tCO₂e em 2024, com queda de -12,1% desde 2010, mas ainda no percentil 87 nacional, refletindo forte contribuição de energia (126.670 tCO₂e, -29,1%) e resíduos. A matriz de energia renovável local é modesta: potência solar de 250 kW e biomassa de 4 MW, ambas estagnadas desde o início da série e abaixo das medianas nacionais, indicando baixo investimento em diversificação energética limpa, o que também ajuda a explicar o peso relativo das emissões de energia no total municipal.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

89.4%

2024

76
0.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

26.2%

2024

20
170.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

24.2%

2024

44
152.2% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

2

2020

89
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

47.9%

2024

19
121.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

90.1%

2022

78
0.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

7.6%

2022

67
18.4% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

4 MW

SolarBiomassa

Potência solar

ANEEL (SIGA)

250 kW

2024

21
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Usinas solares (legado)

ANEEL (SIGA)

250 kW

2024

21
0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

760.584 tCO₂e

2024

13
12.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

28.418 tCO₂e

2024

12
32.5% no período

Emissões de energia

SEEG

126.670 tCO₂e

2024

16
29.1% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

1

2016

41
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.