AparecidaPB

8.225 habitantes · IBGE 2500775

IA

Resumo socioambiental

Aparecida/PB apresenta um quadro de saneamento básico ainda distante da média nacional, com sinais mistos de evolução. A cobertura de água atingiu 61,5% em 2022, abaixo da mediana brasileira (76,5%) e da UF (77,2%), posicionando o município no percentil 32 do país, embora tenha havido avanço de +20,5% desde 2008. A coleta de esgoto, de 49,8% em 2021, também fica aquém da mediana nacional (87,8%), mas supera a lacuna relativa ao considerar o salto de +32,3% no último ano registrado. O dado mais positivo é o tratamento de esgoto, que atingiu 100% em 2022, superando amplamente a mediana nacional (37,7%) e colocando o município no percentil 100 — ou seja, todo o esgoto coletado é tratado, embora a cobertura de coleta ainda seja parcial.

A perda de água na distribuição, de 38,3% em 2022, é superior à mediana nacional (29,9%) e ligeiramente acima da UF (37,3%), indicando ineficiência na rede apesar da melhora expressiva frente ao pico histórico de 63% em 2008. Quanto a resíduos sólidos, 68,0% dos domicílios tinham coleta em 2022, abaixo da mediana nacional (76,9%), enquanto o destino inadequado de resíduos caiu de 48,1% (2010) para 20,3% (2022) — redução relevante, mas ainda acima da mediana do país (14,9%) e da UF (15,4%).

No eixo climático, as emissões totais de GEE cresceram de forma acentuada, passando de 37.118 tCO₂e (2010) para 86.884 tCO₂e em 2024 (+134,1%), com o setor de energia sendo o principal responsável pelo salto, saltando de 6.694 para 43.612 tCO₂e (+551,5%) no período — número que supera a mediana nacional (18.929 tCO₂e) e coloca o município no percentil 67. As emissões de resíduos, embora abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), cresceram 43,2% desde 2010, acompanhando o aumento populacional e a persistente parcela de destinação inadequada de resíduos domiciliares. Essa combinação sugere que os ganhos em tratamento de esgoto não foram acompanhados de controle equivalente sobre perdas hídricas e emissões energéticas, indicando prioridades para investimento em eficiência da rede de água e transição energética local.

Por fim, os registros hidrológicos de 2016 mostram exposição a eventos extremos: 2 registros de cheia (percentil 87 nacional) e 12 registros de seca (percentil 90 nacional), ambos elevados frente à mediana nacional (0), reforçando a vulnerabilidade climática do município e a importância de articular infraestrutura hídrica com planejamento de adaptação.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

45.3%

2024

17
7.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

54.7%

2024

45
45.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24
100.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

40.3%

2024

28
31.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

68.0%

2022

36
30.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

20.3%

2022

40
57.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

86.884 tCO₂e

2024

64
134.1% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.431 tCO₂e

2024

71
43.2% no período

Emissões de energia

SEEG

43.612 tCO₂e

2024

33
551.5% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

12

2016

10
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.