ApiacáES

7.474 habitantes · IBGE 3200508

IA

Resumo socioambiental

Apiacá/ES apresenta em 2024 cobertura de água de 74,2%, ligeiramente acima da mediana nacional (73,2%) mas abaixo da média capixaba (78,1%), posicionando o município no percentil 52. A trajetória, no entanto, foi instável: após saltar para 77,8% em 2022, a cobertura recuou para 69,4% em 2023 e se recuperou parcialmente em 2024, indicando possível descontinuidade nos investimentos ou na gestão do sistema. A perda de água na distribuição, de 27,9%, também piorou nos últimos anos (era 20,6% em 2021) e, embora ainda esteja abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (31,7%), a tendência de alta é preocupante e sugere necessidade urgente de manutenção da infraestrutura.

O saneamento de esgoto é o ponto mais crítico do município. A coleta atingiu apenas 27,1% em 2024, muito abaixo da mediana nacional (59,9%) e da UF (57,6%), colocando Apiacá no percentil 20. Mais grave ainda é o tratamento de esgoto, de apenas 2,0%, distante da mediana nacional (33,3%) e da UF (43,5%). Chama atenção a série histórica: em 2018 o tratamento chegou a 38,8% e a coleta a 93,2%, sugerindo que houve capacidade instalada que se deteriorou ao longo do tempo, com forte regressão até 2024. Essa deficiência dialoga com o percentual de destino inadequado de dejetos domiciliares, de 21,1% em 2022 (percentil 61, pior que a mediana nacional de 14,9%), e com a queda na cobertura de coleta domiciliar (de 74,2% em 2010 para 63,1% em 2022), reforçando um quadro de retrocesso na universalização do saneamento básico.

Do ponto de vista climático, o município mostra evolução positiva: as emissões totais de GEE caíram 40,9% entre 2010 e 2024, chegando a 47.134 tCO₂e, valor bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 20. As emissões de energia também recuaram (-17,4%), refletindo talvez menor uso de combustíveis fósseis ou mudanças na matriz de atividades locais. Contudo, as emissões de resíduos cresceram 27,5% no período, atingindo 4.462 tCO₂e em 2024 — tendência que é coerente com a baixa cobertura de tratamento de esgoto e a alta taxa de destinação inadequada de dejetos, evidenciando que a gestão de resíduos e efluentes ainda não acompanha os ganhos observados em outras frentes de emissões.

Em síntese, Apiacá enfrenta um desafio estrutural de saneamento — especialmente em esgotamento sanitário, com indicadores muito aquém da mediana nacional e estadual — que se reflete no aumento das emissões de resíduos e no risco à saúde pública e aos corpos hídricos. Embora as emissões totais de GEE estejam controladas e em queda, o retrocesso na cobertura de esgoto e no tratamento, combinado ao aumento da perda de água, aponta para a urgência de retomada de investimentos em infraestrutura de saneamento, sob risco de comprometer os avanços ambientais já conquistados em outras áreas.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

74.2%

2024

52
22.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

27.1%

2024

20
35.3% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

2.0%

2024

27

Perda de água

SNIS/SINISA

27.9%

2024

53
80.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

63.1%

2022

30
14.9% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

21.1%

2022

39
18.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

47.134 tCO₂e

2024

80
40.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.462 tCO₂e

2024

62
27.5% no período

Emissões de energia

SEEG

3.266 tCO₂e

2024

87
17.4% no período

Registros de cheia

ANA

4

2016

4
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.