ApiúnaSC
10.020 habitantes · IBGE 4201257
Resumo socioambiental
Apiúna apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços expressivos no manejo de resíduos sólidos e fragilidades persistentes em saneamento e emissões energéticas. A cobertura de água atingiu 74,5% em 2024, próxima da mediana nacional (73,2%) mas abaixo da média catarinense (86,8%), após um recuo relevante frente aos 84,2% registrados em 2023 — uma perda incomum que merece investigação. Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que chegou a 51,1% em 2024, patamar muito superior à mediana nacional (29,1%) e à UF (32,3%), posicionando o município no percentil 84 (pior faixa do país). Essa combinação sugere que parte da queda na cobertura pode estar associada a ineficiências operacionais no sistema, e não necessariamente à perda de acesso da população.
No saneamento, os dados mais recentes de esgoto datam de 2016, quando a coleta atingia 100% dos domicílios atendidos, mas sem qualquer tratamento (0,0%) — bem abaixo da mediana nacional de tratamento (33,3%) e da UF (37,3%). Essa lacuna de tratamento é um ponto crítico, pois esgoto não tratado tende a pressionar corpos hídricos e pode se refletir indiretamente nas emissões de resíduos, que cresceram 13,2% entre 2010 e 2024, fechando em 4.355 tCO₂e — ainda assim abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e). Já os dados do Censo mostram melhora na gestão domiciliar de resíduos: o destino inadequado caiu de 6,8% (2010) para 2,8% (2022), bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e próximo da média de SC (3,2%), embora a cobertura de coleta domiciliar tenha recuado de 93,2% para 82,9% no mesmo período.
Em emissões totais de GEE, o município reduziu 72,4% entre 2010 e 2024, fechando em 109.207 tCO₂e, valor próximo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 43). Essa queda foi puxada majoritariamente pela redução de emissões de mudança de uso da terra observada no início da série, mas as emissões de energia voltaram a crescer 14,8% no período, atingindo 70.041 tCO₂e em 2024 — quase quatro vezes a mediana nacional (18.929 tCO₂e), posicionando o município no percentil 76. Esse resultado é coerente com a matriz elétrica local, apoiada em 64 MW de potência hidráulica instalada (percentil 80 nacional) e apenas 2 MW de biomassa, indicando dependência de geração intensiva sem diversificação proporcional em fontes renováveis complementares.
Do ponto de vista de riscos hídricos, o único registro disponível (2016) aponta 5 ocorrências de cheia e 1 de seca, ambos abaixo da média estadual de Santa Catarina no mesmo ano, mas a ausência de dados mais recentes limita a avaliação atual de vulnerabilidade climática. Em síntese, o município evoluiu positivamente na gestão de resíduos domiciliares, mas enfrenta desafios estruturais em perdas de água, ausência de tratamento de esgoto e crescimento das emissões do setor energético, que devem orientar priorid
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
74.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
100.0%
2016
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2016
Perda de água
SNIS/SINISA
51.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
82.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
2.8%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
66 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
64 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
109.207 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.355 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
70.041 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
5
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
