AquirazCE
84.737 habitantes · IBGE 2301000
Resumo socioambiental
Aquiraz/CE apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 28,5% em 2022, ante mediana nacional de 76,5% e mediana estadual de 69,9% (percentil 6), estagnada em patamar baixo desde 2008. A coleta de esgoto é ainda mais grave, com 16,2% em 2021 (percentil 10), frente a 87,8% da mediana nacional. Já o tratamento de esgoto, embora baixo em termos absolutos (47,0% em 2022), supera a mediana nacional (37,7%) e estadual (35,3%), posicionando o município no percentil 55 — um dado positivo isolado que contrasta com a baixíssima cobertura de coleta, indicando que o esgoto tratado atende a uma parcela muito pequena da população. A perda de água na distribuição é preocupante: saltou de patamares baixos (7,9% em 2008) para 40,1% em 2022, variação de +405,5% no período, superando a mediana nacional (29,9%) e ficando próxima da mediana estadual (38,5%), no percentil 72 — evidenciando ineficiência crescente na gestão da infraestrutura hídrica.
No manejo de resíduos sólidos, há avanço relativo: o destino inadequado de domicílios caiu de 24,8% (2010) para 9,8% (2022), ficando abaixo da mediana nacional (14,9%) e estadual (14,6%), no percentil 39. A coleta domiciliar também evoluiu para 80,2% (2022), superando a mediana nacional (76,9%). Contudo, essa melhoria não se reflete nas emissões: as emissões de resíduos cresceram +70,0% desde 2010, atingindo 68.900 tCO₂e em 2024, no percentil 95 nacional — sinal de que o aumento da coleta e disposição formal não veio acompanhado de tratamento adequado ou captura de metano, ampliando a pegada de carbono do setor.
O perfil de emissões totais reforça a preocupação ambiental: 493.237 tCO₂e em 2024 (percentil 80), com alta de +42,8% desde 2010, puxada tanto por resíduos quanto por energia (191.102 tCO₂e, percentil 89, +41,6%). Em contrapartida, o município apresenta destaque em energia solar, com 86 MW de potência instalada em 2024 (percentil 89), embora essa capacidade esteja estagnada desde 2019, sem crescimento adicional nos últimos cinco anos.
Em síntese, Aquiraz combina infraestrutura de saneamento deficitária — especialmente em água e esgotamento sanitário — com tendência de deterioração nas perdas hídricas e nas emissões de GEE, mesmo com avanços pontuais na gestão de resíduos domiciliares e na geração solar. A lacuna entre coleta de esgoto (16,2%) e tratamento (47,0%) sugere investimento concentrado em estações de tratamento sem a devida expansão da rede coletora, o que limita o impacto sanitário e ambiental das ações já realizadas. Recomenda-se priorização de investimentos em redução de perdas de água e ampliação da rede coletora de esgoto, dado o risco sanitário e o comprometimento das metas de universalização.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
31.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
15.2%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
43.4%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
19.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
80.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
9.8%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
86 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
86 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
86 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
493.237 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
68.900 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
191.102 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
6
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
