AraçariguamaSP
22.168 habitantes · IBGE 3502754
Resumo socioambiental
Araçariguama apresenta um quadro de saneamento básico frágil, ainda distante da média estadual. A cobertura de água atingiu 71,5% em 2022, com crescimento consistente desde 2020, mas permanece abaixo da mediana nacional (76,5%) e muito aquém do patamar paulista (95,2%), posicionando o município apenas no percentil 44. A situação da coleta de esgoto é mais crítica: caiu de 79,0% em 2007 para 41,6% em 2021, retrocesso de 47,4% no período, deixando o município no percentil 22 nacional, bem abaixo da mediana (87,8%) e da UF (94,6%). Por outro lado, o tratamento de esgoto evoluiu de forma expressiva, saindo de 0% até 2016 para 61,1% em 2022, superando a mediana nacional (37,7%) e ficando no percentil 64 — um contraste relevante entre baixa coleta e boa taxa de tratamento do que é efetivamente coletado, sugerindo que o gargalo está na expansão da rede coletora, não na capacidade de tratamento.
A perda de água na distribuição também é motivo de atenção: 36,1% em 2022, com alta de 31,7% frente aos anos anteriores, superando tanto a mediana nacional (29,9%) quanto a média estadual (32,1%). Esse índice, combinado à estagnação da cobertura de água, indica ineficiência operacional que pode comprometer os ganhos recentes de abastecimento. Já a gestão de resíduos sólidos domiciliares mostra melhora: o destino inadequado caiu de 8,8% (2010) para 4,5% (2022), redução de quase 49%, e a coleta domiciliar chega a 89,2%, acima da mediana nacional (76,9%) e próxima da UF (89,7%).
No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 217.434 tCO₂e em 2024, alta de 85,5% desde 2010, situando o município no percentil 62 nacional — acima da mediana (138.513 tCO₂e). O destaque negativo é o setor de energia, que saltou de 84.301 para 210.599 tCO₂e (+149,8%), hoje respondendo pela quase totalidade das emissões municipais e colocando Araçariguama no percentil 90 nacional, um patamar muito elevado. As emissões de resíduos também cresceram 72% no período, atingindo 12.615 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), o que reforça a necessidade de ampliar a coleta de esgoto e qualificar a destinação de resíduos para conter essa trajetória. Não há registros de cheias ou secas reportados para 2016, sem indicativo de eventos hidrológicos extremos no período disponível.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
77.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
51.9%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
61.4%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
15.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
89.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
4.5%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Clima
Emissões de GEE
SEEG
217.434 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
12.615 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
210.599 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
