AragoiâniaGO
12.554 habitantes · IBGE 5201801
Resumo socioambiental
Aragoiânia/GO apresenta cobertura de água de 59,2% em 2022, valor bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e do estado de Goiás (89,1%), posicionando o município apenas no percentil 29 do país. Mais preocupante é a trajetória: houve queda de 18,9% desde o início da série, com o indicador recuando de patamares próximos a 73% (2008-2009) para os níveis atuais, sinalizando estagnação ou retrocesso nos investimentos em expansão da rede. A perda de água, embora tenha melhorado 16,7% no período e esteja abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (27,8%), ainda representa quase um quarto (23,2%) do volume distribuído, o que é incompatível com a baixa cobertura observada — ou seja, o município perde água tratada mesmo sem conseguir universalizar o acesso.
No saneamento domiciliar, o quadro é mais favorável: 85,9% dos domicílios têm coleta de resíduos (2022), acima da mediana nacional (76,9%), embora ainda distante do índice estadual (89,7%). O destino inadequado de resíduos caiu expressivamente (-47,3%) desde 2010, chegando a 6,4%, resultado melhor que a mediana nacional (14,9%) e próximo ao padrão de Goiás (5,5%). Essa evolução positiva na gestão de resíduos sólidos, entretanto, contrasta com o aumento constante das emissões de GEE do setor de resíduos, que cresceram 80,4% entre 2010 e 2024, atingindo 6.240 tCO₂e — acima da mediana nacional (5.787 tCO₂e) e no percentil 53, sugerindo que a maior cobertura de coleta não veio acompanhada de tratamento adequado dos rejeitos (como compostagem ou aproveitamento energético).
As emissões totais de GEE do município somaram 100.644 tCO₂e em 2024, com alta de 60,9% desde 2010, mas ainda abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando Aragoiânia no percentil 40. O setor de energia foi o que mais cresceu proporcionalmente (+116,0%), saltando para 16.954 tCO₂e em 2024, embora permaneça abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Não há registros de eventos de cheia ou seca na série disponível (2016), e o índice de segurança hídrica projetado para 2035 (4,000) iguala a mediana nacional e supera a média estadual (3,874), indicando expectativa de resiliência hídrica futura — o que reforça a urgência de resolver, no curto prazo, a defasagem atual na cobertura de água tratada.
Em síntese, o município evidencia avanços na gestão de resíduos sólidos e projeções hídricas favoráveis a longo prazo, mas enfrenta um gargalo estrutural na cobertura de abastecimento de água, com tendência de deterioração ao longo de 14 anos, e um crescimento acelerado das emissões de energia e resíduos que exige atenção das políticas públicas locais de infraestrutura e mitigação climática.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
57.9%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
19.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
85.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
6.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
100.644 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
6.240 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
16.954 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
