AraguacemaTO

6.039 habitantes · IBGE 1701903

IA

Resumo socioambiental

Araguacema/TO apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços recentes no saneamento básico convivendo com perdas operacionais elevadas e emissões de gases de efeito estufa acima da mediana nacional. A cobertura de água atingiu 72,1% em 2024, com crescimento de 22% desde 2010, aproximando-se da mediana nacional de 73,2%, embora ainda distante do desempenho estadual (84,2%). Entretanto, esse ganho de cobertura é comprometido pela perda de água na distribuição, que chegou a 53,6% em 2024 — quase o dobro da mediana nacional (29,1%) e do estado (30,8%), posicionando o município no percentil 86, ou seja, entre os piores do país nesse quesito. A oscilação abrupta observada em 2019-2020 (perdas de 3,9% e 9,5%) sugere possível descontinuidade na série ou mudança metodológica, mas o retorno a patamares acima de 48% a partir de 2021 indica que o problema estrutural de perdas persiste e pode estar anulando parte dos investimentos em ampliação da rede.

No manejo de resíduos sólidos, o município evoluiu na coleta domiciliar, que passou de 45,9% em 2010 para 68,5% em 2022, mas ainda está abaixo da mediana nacional (76,9%) e estadual (79,1%). Como reflexo, o destino inadequado de resíduos ainda atinge 31,4% dos domicílios em 2022 — mais que o dobro da mediana nacional (14,9%) e do estado, embora represente melhora significativa frente aos 54,1% de 2010. Chama atenção que, apesar desse passivo de destinação inadequada, as emissões de resíduos são baixas (2.505 tCO₂e em 2024, percentil 19), sugerindo que o problema é mais de gestão e infraestrutura de coleta do que de geração intensiva de metano por grandes volumes tratados inadequadamente.

O maior destaque negativo do dossiê é o total de emissões de GEE, que somou 536.734 tCO₂e em 2024 — quase quatro vezes a mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 81. A série histórica mostra picos expressivos entre 2014 e 2023 (superando 1 milhão de tCO₂e em vários anos), com queda acentuada em 2024, possivelmente ligada a mudanças no uso da terra, atividade dominante nesse tipo de perfil emissor em municípios do Tocantins. As emissões de energia, embora menores em volume absoluto, cresceram 270,7% desde 2010, chegando a 13.614 tCO₂e em 2024, ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e), mas em trajetória de alta constante que merece monitoramento.

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município na série disponível (2016), o que limita a análise de riscos hidroclimáticos extremos, mas não indica ausência de vulnerabilidade, apenas lacuna de monitoramento local. Em síntese, Araguacema avançou em cobertura de saneamento, mas enfrenta desafios estruturais de eficiência hídrica e destinação de resíduos, além de um perfil de emissões de GEE significativamente acima do padrão nacional, sinalizando a necessidade de investimentos combinados em redução de perdas de água, ampliação da coleta

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

72.1%

2024

49
22.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

53.6%

2024

14
36.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

68.5%

2022

37
49.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

31.4%

2022

24
42.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

536.734 tCO₂e

2024

19
19.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.505 tCO₂e

2024

81
0.1% no período

Emissões de energia

SEEG

13.614 tCO₂e

2024

57
270.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.