AraguaçuTO

8.273 habitantes · IBGE 1702000

IA

Resumo socioambiental

Araguaçu apresenta cobertura de água de 68,0% em 2024, abaixo da mediana nacional (73,2%) e do Tocantins (84,2%), posicionando o município no percentil 43. Chama atenção a queda recente desse indicador, que chegou a atingir 76,7% em 2021 e recuou nos três anos seguintes, revertendo parte do ganho acumulado desde 2010. Em contrapartida, a perda de água na distribuição caiu para 24,1% em 2024, melhor que a mediana nacional (29,1%) e a média estadual (30,8%), indicando ganho de eficiência operacional mesmo com a cobertura recuando — um cenário que sugere possível racionamento ou dificuldade de expansão da rede, e não necessariamente perda de qualidade da gestão.

No saneamento domiciliar, a coleta de resíduos atende 73,2% dos domicílios (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e do estado (79,1%). O destino inadequado de resíduos ainda atinge 25,6% das residências, quase o dobro da mediana nacional (14,9%), colocando o município no percentil 68 (pior que a maioria). Essa deficiência na destinação final tem relação direta com as emissões de resíduos, que somaram 8.908 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e em trajetória de alta (+20,8% desde 2010), reforçando a necessidade de investimentos em disposição final ambientalmente adequada.

O indicador mais crítico é o de emissões totais de GEE, que alcançou 1.681.708 tCO₂e em 2024, patamar extremamente elevado frente à mediana nacional de municípios (138.513 tCO₂e), posicionando Araguaçu no percentil 94 — entre os municípios com maiores emissões do país, refletindo provavelmente forte peso do uso da terra e atividades agropecuárias na economia local. Houve alta de 18,0% em relação a 2010, com pico em 2013-2015, recuo entre 2020-2021 e retomada acentuada nos últimos dois anos. As emissões de energia, embora com peso proporcional menor (15.973 tCO₂e, abaixo da mediana nacional de 18.929 tCO₂e), cresceram 46,4% no período, acompanhando o movimento geral de aumento das emissões municipais.

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município na série disponível (2016), o que limita a análise de riscos hidrológicos recentes. Em síntese, Araguaçu enfrenta desafios simultâneos em saneamento básico — com cobertura de água em recuo e coleta de resíduos abaixo da média — e em mitigação climática, com emissões de GEE muito acima do padrão nacional, indicando a necessidade de priorizar investimentos em expansão e manutenção da rede de água, ampliação da coleta e destinação adequada de resíduos, além de estratégias de redução de emissões vinculadas ao uso do solo.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

68.0%

2024

43
5.1% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

24.1%

2024

64
24.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

73.2%

2022

44
8.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

25.6%

2022

32
20.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.681.708 tCO₂e

2024

6
18.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

8.908 tCO₂e

2024

37
20.8% no período

Emissões de energia

SEEG

15.973 tCO₂e

2024

53
46.4% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.